A escalada das tensões no Oriente Médio impactou os mercados financeiros nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A bolsa de valores brasileira, representada pelo índice Ibovespa, registrou uma queda de 1,2%, fechando aos 175.739 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar comercial se valorizou em relação ao real, encerrando o dia cotado a R$ 5,131, uma alta de 0,46%.
Os desdobramentos do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã geraram preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento global de petróleo, o que por sua vez elevou o preço do barril. O petróleo tipo Brent teve um aumento significativo, encerrando o dia a US$ 83,30, com uma valorização de 9,59%.
No início do pregão, o Ibovespa operava próximo à estabilidade, mas a aversão ao risco nos mercados internacionais fez com que as perdas aumentassem ao longo do dia. O avanço do petróleo beneficiou as ações da Petrobras, que são as mais negociadas na bolsa. As ações ordinárias da estatal subiram 3,44%, enquanto as preferenciais avançaram 2,55%. No entanto, essa alta não foi suficiente para compensar as quedas registradas em outros setores, como bancos e empresas ligadas ao consumo, que pressionaram o índice para baixo.
Os investidores monitoraram a situação de perto, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento das medidas contra o Irã e a intenção de taxar em 20% as cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz. Durante a sessão, o dólar chegou a atingir a máxima de R$ 5,142, refletindo a incerteza no mercado.
Além disso, o Boletim Focus, uma pesquisa semanal do Banco Central com investidores, apontou que a projeção para o dólar no final deste ano permanece em R$ 5,20, e a expectativa é de que a taxa Selic termine 2026 em 14% ao ano.
O cenário geopolítico, marcado por novas ameaças e ataques entre forças do Iémen, da Arábia Saudita e explosões na cidade iraniana de Bandar Abbas, reforçou os temores sobre restrições na oferta global de petróleo. A expectativa é de maior volatilidade nos mercados internacionais nas próximas semanas, à medida que os investidores reagem às incertezas presentes.
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