No dia 24 de junho de 2026, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou em Fortaleza que o Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo de sua história na população adulta, composta por indivíduos com 15 anos ou mais. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país apresenta atualmente 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas, representando 4,9% da população brasileira. Este é o menor percentual desde o início da série histórica em 2016.
Durante o evento, o ministro destacou que, conforme os parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), essa redução indica que o analfabetismo não é mais um problema estrutural no Brasil. “Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, afirmou Barchini.
O anúncio foi realizado ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), além do governador Elmano de Freitas. O ministro atribuiu parte desse resultado às políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), implementadas a partir de 2023, que visam reverter a situação de queda nas matrículas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. “Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, destacou.
Além disso, o ministro mencionou três indicadores que apresentaram melhorias significativas: a taxa de abandono escolar caiu 61% desde 2022, a reprovação diminuiu 62% em todo o país, e a distorção idade-série teve uma redução de 28%. “Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, ressaltou Barchini.
O ministro também citou outras iniciativas adotadas desde 2023, como a expansão das escolas em tempo integral e a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas, que visa garantir acesso à internet em todas as instituições de ensino. Ele mencionou ainda um aumento significativo na complementação da União no Fundeb, que ultrapassou R$ 40 bilhões. “Hoje temos o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que chegássemos a esses resultados”, afirmou.
Por fim, Barchini enfatizou o papel do programa Pé-de-Meia, destinado a incentivar financeiramente estudantes do ensino médio público, como um dos principais fatores que levaram à melhoria dos índices educacionais. “O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas”, concluiu.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
