No dia 9 de julho de 2026, o dólar apresentou uma queda significativa, atingindo o menor valor em três semanas. A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,123, com uma desvalorização de 0,5%. Esse movimento é reflexo do apetite global por risco, apesar das tensões contínuas entre Estados Unidos e Irã.
O mercado financeiro brasileiro também reagiu positivamente, com o índice Ibovespa subindo 1,22%, alcançando 172.742,12 pontos. Essa alta interrompeu uma sequência de três sessões de queda e foi impulsionada pela performance das bolsas norte-americanas e pela redução dos prêmios de risco no mercado internacional.
Embora o dólar tenha recuado, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas, apresentou uma ligeira queda de 0,08%, fixando-se em 100,940 pontos. Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 5,156 e R$ 5,1129, refletindo um mercado de câmbio que, mesmo com o feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, funcionou normalmente, embora com menor volume de negócios.
A queda acumulada do dólar em 2026 é de 6,65%, enquanto o Ibovespa, no mesmo período, apresenta uma alta de 7,21%.
O petróleo, por outro lado, sofreu uma correção após alcançar o maior nível em duas semanas. O barril do tipo Brent, referência para negociações internacionais, caiu 2,2%, finalizando o dia a US$ 76,30. O barril WTI, do Texas, também recuou, apresentando uma queda de 2%, cotado a US$ 72,08.
Essa diminuição nos preços do petróleo ocorre mesmo em meio à continuidade dos conflitos entre Estados Unidos e Irã e das dificuldades no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, área onde cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente transita. No entanto, o mercado começou a reduzir parte do prêmio de risco geopolítico após a divulgação de esforços diplomáticos que podem levar a uma retomada das negociações entre Washington e Teerã.
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