No dia 23 de junho de 2026, o dólar avançou diante da maior aversão ao risco global, fechando em R$ 5,187. Este é o maior nível de fechamento desde o final de março, quando a moeda atingiu R$ 5,19 durante a sessão.
A alta do dólar impactou o mercado financeiro, enquanto a bolsa de valores (Ibovespa) registrou uma leve alta de 0,52%, encerrando o pregão aos 171.258 pontos. Essa recuperação ocorreu após uma manhã de queda, refletindo a influência de ações da Petrobras e de grandes bancos, além do desempenho de empresas ligadas ao ciclo econômico.
Os investidores estiveram atentos às notícias do exterior, como a queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos. A política monetária do Federal Reserve (Fed) e as negociações envolvendo o petróleo também foram fatores que influenciaram o mercado. O petróleo, por sua vez, fechou em baixa, com o contrato do Brent caindo 0,93%, a US$ 76,80 por barril, e o WTI recuando 0,88%, encerrando a US$ 73,21 por barril.
O aumento do dólar refletiu a busca por segurança por parte dos investidores, que estão na expectativa de novos dados de inflação nos Estados Unidos. Esses dados têm potencial para influenciar as decisões do Fed sobre juros, uma vez que indicadores recentes da economia americana superaram as previsões, elevando as apostas por uma política monetária mais restritiva.
Além disso, a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe alívio ao mercado. O documento indicou a possibilidade de pausar o corte de juros, dependendo do cenário internacional. Isso ajudou a reduzir parte do desconforto gerado pelo comunicado anterior, que não trouxe esclarecimentos sobre os próximos passos para a Selic.
Em relação ao cenário externo, o índice Nasdaq nos Estados Unidos caiu cerca de 2%, refletindo uma realização de lucros em empresas de tecnologia e inteligência artificial. Na Europa, dados de atividade econômica abaixo do esperado também ampliaram a cautela dos investidores.
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