Washington endurece o cerco econômico a Cuba com novas sanções que atingem o presidente cubano e empresas de mineração e turismo. A medida integra estratégia para forçar mudanças políticas em Havana.
Os Estados Unidos anunciaram novas sanções econômicas contra Cuba, focando principalmente em empresas do setor de mineração e turismo, além do presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel. As medidas, divulgadas na quinta-feira, 4 de junho de 2026, fazem parte de uma estratégia mais ampla que busca pressionar o governo cubano e promover uma mudança política em Havana.
O Departamento de Tesouro dos EUA incluiu na lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, uma empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture entre a cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. Essas sanções se somam a um conjunto já extenso de restrições econômicas que visam limitar as operações do governo cubano.
“Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma coletiva de imprensa.
O secretário de Estado Marco Rubio alertou que qualquer entidade que preste serviços às empresas sancionadas também poderá ser alvo de sanções. Ele enfatizou que bancos estrangeiros e outras empresas devem interromper suas atividades relacionadas a essas entidades. “A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”, declarou Rubio.
Além do presidente Díaz-Canel, as sanções também atingiram sua esposa, Lis Cuesta Peraza, seu filho, Manuel Anido Custa, e outros membros do governo cubano, incluindo filhos e netos do ex-presidente Raúl Castro. Outras instituições sancionadas incluem o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA informou que todas as transações envolvendo bens ou interesses relacionados às pessoas e entidades sancionadas são proibidas. As novas sanções são vistas como uma continuação do bloqueio econômico imposto a Cuba, que já dura quase 70 anos e foi intensificado pela administração atual.
Em resposta, Miguel Díaz-Canel criticou as ações dos EUA, chamando-as de ameaças ao país e afirmando que essas medidas prejudicam a população cubana. “A agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, disse ele em uma rede social.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se manifestou, afirmando que as sanções demonstram um plano de intervenção na ilha e que qualquer tentativa de criar um conflito entre os dois países está condenada ao fracasso. Rodríguez destacou a importância da união do povo cubano diante das ameaças à soberania do país.
As sanções e o bloqueio econômico têm gerado sérios impactos na vida cotidiana em Cuba, resultando em apagões frequentes, aumento dos preços de produtos básicos e uma significativa redução no transporte público e na oferta de alimentos. Moradores de Havana relataram que este é um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo país nos últimos anos.
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