O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), situado na Praça Marechal Âncora, 95, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, receberá a partir das 18h desta terça-feira (30) a exposição inédita intitulada “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”, idealizada pela ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A mostra, que é gratuita, ficará aberta ao público de 1º de julho até abril de 2027, funcionando de terça-feira a sábado, das 10h às 17h. É possível agendar visitas em grupo pelo telefone (21) 2240-5318. A exposição contará com recursos de acessibilidade e uma equipe de educadores, incluindo profissionais capacitados em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e atendimento em inglês.
O diretor artístico da exposição, Adrén Alves, destacou que o público poderá relembrar o que foi o período pandêmico, ao mesmo tempo em que receberá uma mensagem positiva para o futuro.
“A nossa mensagem é ‘poderia ter sido diferente’ e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado”, afirmou Adrén Alves.
A pandemia de Covid-19 foi considerada a maior crise sanitária global do século 21. A expografia e cenografia da exposição são de responsabilidade de André Cortês, um dos mais renomados cenógrafos brasileiros. A mostra apresentará documentos, relatos, instalações e vídeos, além de minidocumentários elaborados por vários cientistas que participaram da curadoria junto com Nísia Trindade.
André Cortês ressaltou que
“a criatividade humana coletiva sempre floresceu diante do desafio, seja para ampliar o conforto físico e espiritual, seja para nos salvar. Durante a pandemia, muitas redes humanas foram criadas”.
A ciência é a grande protagonista da exposição, que se configura como uma homenagem às vítimas da Covid-19 e aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que dedicaram suas vidas para salvar os doentes. Segundo Adrén Alves, a mostra também reverencia a vacina e a ciência, além de reconhecer o papel das mulheres que estiveram na linha de frente do combate à doença.
“É um grito de esperança para dizer que não vamos repetir os mesmos erros do passado para evitar que venham outras pandemias. E, se vierem, que a gente esteja mais preparado”, afirmou.
Os organizadores definem a exposição por palavras como memória, justiça e reparação, propondo uma travessia coletiva pelas respostas da sociedade à pandemia, visando promover uma reflexão profunda sobre aquele período no país. Nísia Trindade, a primeira mulher a ocupar os cargos de presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de ministra da Saúde do Brasil, enfatizou que
“Reinventar a vida implica também transformar o futuro”.
Trindade destacou a importância de entender a dimensão política do processo e a luta por uma resposta coletiva e adequada a futuras emergências em saúde.
Além da exposição, três ações complementares serão realizadas no Rio de Janeiro e em Niterói. Entre elas, rodas de leitura em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) nos dias 6 de julho, 3 de agosto e 8 de setembro, que abordarão registros históricos de crises sanitárias e reflexões artísticas. Também haverá um ciclo de seminários presenciais, com transmissão online, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), dedicado aos impactos sociais e humanos da pandemia. A programação incluirá a Reunião Anual da SBPC, que ocorrerá de 26 de julho a 1º de agosto em Niterói. Por fim, uma mostra de filmes, em colaboração com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), será realizada entre 5 e 9 de agosto, apresentando documentários e curtas-metragens sobre a pandemia, com debates entre realizadores e profissionais da saúde.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
