Lançado gratuitamente em 8 de setembro, o filme registra o festival realizado no Complexo do Ver-o-Rio, com plateia aberta e entrada gratuita. O conteúdo está disponível no canal de Kim Marques no YouTube.
O documentário “Fest Belém – A Capital Mundial do Brega” reúne mais de 30 artistas paraenses de diferentes gerações e registra o 1º Fest Belém, realizado em 26 de julho no Complexo do Ver-o-Rio, em Belém (PA). A produção foi lançada gratuitamente em 8 de setembro e o conteúdo já está disponível no canal de Kim Marques no YouTube.
Idealizado pela produtora cultural Ciane de Moraes e pelo cantor e compositor Kim Marques, o projeto foi gravado durante o evento, que teve entrada gratuita e contou com plateia aberta. A obra pretende documentar apresentações e depoimentos que evidenciam a diversidade e a relevância histórica do brega na cena musical do Pará.
“Os artistas do brega de verdade precisam ter visibilidade e valorização. É através de projetos como esse que vamos conseguir isso”
O documentário também busca valorizar o brega como parte da identidade cultural de Belém e estimular novas ações ligadas ao gênero. Entre os objetivos mencionados pelos organizadores estão o incentivo a novos talentos, ações educativas, inclusão de pessoas com deficiência e a geração de impacto socioeconômico por meio da economia criativa.
Os idealizadores já planejam uma segunda edição, que seguirá o diálogo com a denominação “Capital Mundial do Brega”, expressão utilizada para destacar a importância histórica do gênero na capital paraense. Além das apresentações ao vivo, a produção coloca artistas de diferentes gerações lado a lado, evidenciando a permanência e a renovação do brega na cultura popular do Pará.
“O nosso próprio calypso, o nosso próprio brega, a nossa lambada, a nossa guitarrada, tudo isso é uma influência caribenha, uma influência muito africana, uma influência muito forte mesmo das raízes africanas”
Kim Marques, natural de Cametá e com mais de 40 anos de carreira, é um dos idealizadores e aparece no documentário tanto na atuação musical quanto no papel de articulador do projeto. O músico é conhecido por canções como “Brega Carimbó”, “A Dança do Brega” e “Beija-Flor”. Em declaração ao projeto, ele afirmou a relação das sonoridades locais com influências caribenhas, latino-americanas e africanas.
“Cantar brega é a minha vida, a minha arte. O brega é tudo, é a arte popular que agrada a todo o Brasil”
O lançamento gratuito em 8 de setembro e a disponibilização no canal de Kim Marques visam ampliar o acesso do público às imagens e aos depoimentos reunidos no documentário. A iniciativa se apresenta como um registro cultural e uma plataforma de visibilidade para artistas que contribuíram para a construção do gênero no Pará.
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