Três décadas de estrada e experiência garantiram um espetáculo centrado em sucessos de várias fases. A apresentação na madrugada manteve a energia da banda, apesar da previsibilidade do setlist.
Um quarto de século após a estreia e sete anos desde a segunda passagem pelo festival, os Foo Fighters mantiveram, na virada de sexta-feira (4) para sábado (5), a energia que marcou suas apresentações anteriores no evento. A experiência de três décadas de estrada somou-se à intensidade característica da banda, resultando em um espetáculo certeiro e centrado em sucessos de diferentes fases da carreira.
A madrugada de sábado havia começado há poucos minutos quando a banda subiu ao Palco Mundo. Ao longo da apresentação, a condução do público pelo repertório demonstrou a confiança de músicos acostumados a palcos de grande porte.
“Estamos aqui esta noite para chutar uns traseiros e fazer rock’n’roll” — Dave Grohl.
Os Foo Fighters foram a primeira atração a explorar plenamente a nova fachada do Palco Mundo. Em 2026, a estrutura ganhou cerca de 2.400 m² de painéis de LED de alta definição, que revestiram praticamente toda a frente do palco. As imagens ampliaram a sensação de imersão mesmo para quem estava distante, tornando monumentais as projeções dos músicos.
O setlist percorreu toda a discografia da banda, com sequências de hits que mantiveram a Cidade do Rock em coro. A primeira parte da apresentação trouxe faixas de forte reconhecimento imediato.
Abertura
- All My Life
- The Pretender
- Times Like These
- Rope
As palmas acompanharam Ilan Rubin, apresentado como integrante mais recente do Foo Fighters e baterista do álbum “Your Favorite Toy”, lançado em abril. O repertório revisitou álbuns clássicos em blocos que destacaram composições marcantes.
There Is Nothing Left to Lose
- Stacked Actors
- Learn to Fly
- Breakout
- Aurora
The Colour and the Shape
- My Hero
- Monkey Wrench
- Everlong
Wasting Light
- Rope
- These Days
- Walk
One by One
- All My Life
- Times Like These
O álbum que dá nome à turnê atual, “Your Favorite Toy”, teve presença reduzida no repertório: a única faixa do disco tocada foi “Window”. Antes de interpretar “Marigold”, houve uma explicação sobre a origem da canção, ligada a memórias pessoais do vocalista.
“A primeira vez que vim ao Brasil foi em 1993, com o Nirvana, e essa música é de antes disso. Eu a escrevi quando morava com Kurt Cobain. Precisava tocar bem baixinho para não acordá-lo.” — Dave Grohl.
A noite ainda incluiu uma homenagem a Taylor Hawkins, ex-baterista da banda, que faleceu em 2022. No fechamento, a avaliação do espetáculo ficou alinhada ao que se esperava: um show previsível na escolha do repertório, mas empolgante na execução e na resposta do público.
Em resumo, a apresentação combinou a experiência acumulada pela banda com uma plateia receptiva, oferecendo uma noite de rock que privilegiou canções consagradas e momentos de forte interação entre palco e público.
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