Na tarde desta segunda-feira, 13, funcionários da empresa Clarear, que presta serviços de limpeza à Universidade Federal de Sergipe (UFS), realizaram uma manifestação em frente ao prédio Didática 5, localizado no campus de São Cristóvão. O protesto foi motivado pelo atraso no pagamento de salários e benefícios, como vale-alimentação e vale-transporte, que já estão em atraso por sete dias.
Os trabalhadores, em vídeo divulgado nas redes sociais, expressaram suas preocupações e reivindicaram uma previsão para a regularização dos pagamentos, além de um posicionamento claro da empresa responsável pelos serviços terceirizados. Cartazes exibidos pelos manifestantes destacavam as dificuldades financeiras enfrentadas devido à situação, solicitando uma solução urgente para o problema.
“Estamos aqui para reivindicar nossos direitos, que estão sendo desrespeitados. Precisamos de uma resposta imediata”, afirmou um dos trabalhadores durante a manifestação.
A UFS, por sua vez, emitiu uma nota informando que uma decisão da Justiça do Trabalho resultou no bloqueio dos repasses financeiros destinados à empresa Clarear. De acordo com a decisão, os valores retidos devem ser depositados em juízo, e a Justiça ficará responsável pelo pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas dos empregados.
A Universidade ressaltou que, nos últimos meses, tem efetuado o pagamento direto dos salários e benefícios dos trabalhadores terceirizados, como uma medida para minimizar os danos causados pelos atrasos da empresa Clarear, respeitando os limites de sua competência legal.
“Manifestamos nossa solidariedade aos trabalhadores da Clarear e continuaremos colaborando com a Justiça, adotando as medidas necessárias para resolver essa situação e garantir os direitos trabalhistas”, declarou a UFS.
Além disso, vale lembrar que, no dia 15 de junho, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a empresa Clarear e a UFS, devido aos constantes atrasos no pagamento de salários e outras irregularidades trabalhistas. Essa ação foi motivada por denúncias de trabalhadores que relataram a falta de pagamento de salários, décimo terceiro, FGTS, férias, vale-alimentação e vale-transporte, afetando cerca de 200 empregados terceirizados.
O MPT-SE tentou firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa, mas não obteve sucesso, uma vez que a Clarear alegou atrasos nos repasses da UFS. Em resposta, a Universidade informou que tem realizado pagamentos diretos aos empregados para minimizar os prejuízos enfrentados pela categoria.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
