Na última quinta-feira, 9 de julho de 2026, o Ministério da Fazenda anunciou que a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina será adiada para a próxima semana. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tinha a intenção de comunicar a retirada do subsídio esta semana, mas a escalada dos preços do petróleo, provocada pelos recentes conflitos entre Estados Unidos e Irã, levou à reconsideração de sua posição.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, Durigan afirmou:
“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”.
O ministro destacou que a subvenção tem como objetivo principal evitar que a alta dos preços globais impacte o custo de vida no Brasil, encarecendo produtos e serviços. Ele mencionou:
“Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”.
Além disso, Durigan garantiu que a situação de “incerteza” não afetará os planos do governo federal de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. A Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, estabelece que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, e a de biodiesel no diesel de origem fóssil deve chegar a 20% até 1º de março de 2030.
O ministro complementou:
“Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”.
Durigan também revelou que o governo federal não descarta a proposta de percentuais ainda maiores de mistura, reafirmando o compromisso do país com a sustentabilidade e a energia renovável.
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