Trabalhadores da Caixa mantêm paralisação iniciada em 10 de agosto após rejeitar proposta final. Na base de São Paulo, 68% votaram contra; o impasse é sobre o Saúde Caixa e as negociações seguem.
Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). O principal ponto de divergência apontado pelos representantes dos trabalhadores é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários, para o qual a instituição apresentou mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.
Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso ela fosse rejeitada. O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento usado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.
Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento. A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa. Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.
Proposta rejeitada
- Prêmio: R$ 3 mil por empregado
- Pagamento em 18 de setembro: salário reajustado, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Super Caixa e o prêmio
- Aumento de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa: de 6,5% para 8%
- Antecipação de parcela da Caixa: referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030
- Pagamento de PAMS: valores relativos ao PAMS a partir de 2027
- Investimento em prevenção: R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027
- Grupos de trabalho: criação para discutir eficiência do plano e novas fontes de financiamento
A proposta tinha validade até ontem (11).
Saúde Caixa
- Contribuição dos empregados: de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme faixa etária
- Cobrança por dependente: R$ 480 a R$ 660, de acordo com a idade
- Teto anual de coparticipação: aumento de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar
- Limite por grupo familiar: 9%
- Piso por beneficiário: R$ 50
- Cobrança de mensalidades: 13 mensalidades
- Valor de consulta em pronto-socorro: aumento de R$ 75 para R$ 150, fora do teto
- Telemedicina: isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina
- Recadastramento: anual obrigatório
- Janela para adesão: 90 dias para titulares atualmente fora do plano; após cancelamento, não seria possível retornar ao Saúde Caixa
Atendimento aos clientes
- Aplicativo Caixa
- Internet Banking
- WhatsApp Caixa
- Caixa Tem
- Aplicativos: Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS
- Caixas eletrônicos e rede: caixas eletrônicos e Banco24Horas
- Atendimento presencial alternativo: lotéricas e correspondentes Caixa Aqui
- Atendimento telefônico: Alô Caixa nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais localidades)
Na comparação com outras instituições, a situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11). A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.
As entidades sindicais informam que vão procurar retomar as negociações para buscar soluções para os pontos em divergência, com atenção especial às alterações propostas para o Saúde Caixa e aos mecanismos de custeio do plano de saúde.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
