Com o espetáculo "The Girl in the Tower" no Palco Mundo, Halsey dominou o palco com guitarras e bateria marcantes. A cantora disse que foi a última apresentação do formato teatral, que revisita quase 15 anos de carreira.
Quem imaginou que a cantora e compositora Halsey subiria ao Palco Mundo como uma princesa de conto de fadas se enganou. Com o show “The Girl in the Tower”, ela não pareceu uma dama indefesa: apropriou-se do palco de forma intensa e demonstrou segurança cênica durante toda a apresentação.
A apresentação no Rock in Rio foi anunciada pela própria Halsey como a última performance do projeto que traz uma abordagem teatral para os sucessos de sua carreira de quase 15 anos. O show foi marcado por guitarras e bateria, distanciando-se da era de “Closer”, seu maior hit ao lado de The Chainsmokers. No setlist, houve uma versão mais pesada dessa mesma canção.
ficou mais que perfeita essa versão rock de closer ok#HalseyNoMultishow #RockinRioNoMultishow
— Multishow (@multishow) September 14, 2026
halsey simplesmente se jogando nos braços da galera ao som das guitarras na versão rock de colors#HalseyNoMultishow #RockinRioNoMultishow
— Multishow (@multishow) September 14, 2026
O público que estava com receio de que ela não viria ao Rio de Janeiro pôde ficar despreocupado. Ela havia assustado fãs ao publicar, na plataforma X, uma mensagem dizendo que precisava de 100 bruxas para ajudá-la a “chutar essa doença” nas próximas 24 horas, afirmando que “estava morrendo” e que era algo sério — postagem feita apenas três dias antes do show no Rock in Rio.
Preciso de 100 bruxas se reunindo para me ajudar a chutar essa doença nas próximas 24 horas. Eu estou morrendo e irmãos e irmãs isso é algo sério
— Halsey (mensagem publicada na plataforma X)
Ela, no entanto, teve tempo para se recuperar. Correndo de um lado para o outro da estrutura, Halsey demonstrou estar à vontade e com a voz em dia. Em momento de interação com o público, declarou que ama o Brasil, que fazia tempo que não voltava e agradeceu a recepção.
Em entrevista antes de vir ao país, ela explicou:
É um dos meus lugares favoritos no mundo. Acho que aquela primeira experiência realmente consolidou o lugar do Brasil no meu coração. Eu simplesmente me apaixonei
A cantora, que é bissexual, também declarou no palco que a coisa que mais ama no mundo são as mulheres, afirmando apreciar vê‑las sendo elas mesmas e livres. Isso ficou claro em sua performance: mostrou potência vocal e habilidade na guitarra, sem se intimidar por um grande público — nem pela chuva que caía na Cidade do Rock.
Labaredas de fogo surgiam ao longo da apresentação para esquentar a noite fria do Rio de Janeiro, e projeções de um castelo com torre e de uma igreja apareceram nos telões. Essas imagens faziam parte de uma apresentação dividida em quatro atos conceituais: The Mother (A Mãe), The Maiden (A Donzela), The Mage (O Mago) e They’re Raging at Me (Eles estão furiosos comigo).
Além da forte presença de palco, Halsey pediu ao público para fazer um mosh pit durante “Experiment on Me” e o pedido foi atendido. Ela também desceu até a plateia para cantar perto dos fãs e chegou a abraçá‑los. O momento com celulares acesos ocorreu em “Without Me”, outro marco da carreira.
A apresentação trouxe uma versão mais rock e pesada de suas canções, passando por faixas dos álbuns “Badlands” (2015), “Hopeless Fountain Kingdom” (2017), “Manic” (2020), “If I Can’t Have Love, I Want Power” (2021) e “The Great Impersonator” (2024). A mistura de teatralidade, guitarras e interação ficou registrada como o encerramento da proposta deste projeto no festival.
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