O índice registrou deflação em julho, marcando a segunda queda mensal consecutiva. Apesar disso, acumula 2,08% no ano e 2,76% em 12 meses, pressionado pela queda dos preços no atacado.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou uma deflação de 1,16% em julho de 2026. Essa marca representa a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia registrado uma redução de 0,50% em junho.
Apesar da recente diminuição nos preços, o IGP-M acumula inflação de 2,08% desde o início do ano e de 2,76% nos últimos 12 meses. Em junho de 2026, o índice acumulava uma inflação de 3,16% em relação aos 12 meses anteriores.
A queda significativa observada em julho é atribuída, em grande parte, aos preços no atacado, que são medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Este subíndice apresentou um recuo de 1,74% no mês. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que avalia a variação de preços no varejo, também registrou uma leve queda de 0,01%.
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que compõe o IGP-M, apresentou uma inflação de 0,62% em julho. Esses dados refletem a diversidade de comportamentos nos diferentes segmentos que afetam o cálculo do índice.
O IGP-M de julho foi calculado com base em preços que foram coletados entre os dias 21 de junho e 20 de julho de 2026, o que fornece uma visão detalhada das tendências de preços no mercado durante esse período. A movimentação nos índices é um fator importante para diversos setores, incluindo o imobiliário, que frequentemente utiliza o IGP-M como referência para ajustes de contratos.
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