A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou o mês de junho com uma variação de 0,14%, acumulando 4,33% nos últimos 12 meses. Este indicador é de grande importância para diversas categorias profissionais, pois serve como base para o cálculo de reajustes salariais.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também apresentou resultados relevantes, marcando 0,16% em junho e 4,64% em 12 meses.
Um aspecto interessante entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, uma proporção maior do que no IPCA, onde esse percentual é de aproximadamente 21%. Essa diferença se deve ao fato de que famílias de menor renda gastam uma parte maior de sua renda com alimentos. Em contrapartida, o preço de passagens aéreas tem um peso menor no INPC em comparação ao IPCA.
No total, o INPC considera os preços de 367 produtos e serviços, dez a menos do que o IPCA. De acordo com o IBGE, o objetivo da apuração do INPC é a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com menor rendimento.
“O acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano”, afirmou um representante do IBGE.
O impacto do INPC é significativo na vida de muitos brasileiros, já que o acumulado é frequentemente utilizado para o reajuste de salários. O salário mínimo, por exemplo, considera o dado de novembro em seu cálculo, enquanto o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios de quem recebe acima do salário mínimo são ajustados com base nos resultados do INPC acumulado até dezembro.
A coleta de preços para o INPC é realizada em dez regiões metropolitanas do Brasil: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Além dessas, também são incluídas as cidades de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
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