O álbum reúne 17 faixas com nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Zeca Pagodinho. Será lançado nas plataformas digitais em 25 de setembro pela Som Livre e sucede a primeira parte de julho.
João Bosco está se preparando para lançar o álbum Amigos Novos e Antigos, composto por 17 faixas e uma ampla lista de convidados, entre eles Chico Buarque, Caetano Veloso, Martinho da Vila, Ivete Sangalo, Tiago Iorc e Zeca Pagodinho. O disco será disponibilizado nas plataformas digitais no dia 25, pela Som Livre, e dá sequência à primeira parte do projeto, já lançada em julho.
Chegar aos 80 cercado de pessoas que fizeram parte da minha história e de artistas que continuam levando essa música pra frente é um presente. Este disco nasceu da vontade de agradecer. Cada canção é uma conversa, um abraço, um reencontro
O título do álbum foi inspirado em composição de João Bosco e Aldir Blanc (1946-2020) e sintetiza a proposta do projeto: mais do que duetos, trata-se de um trabalho sobre encontros entre gerações, memória e presente, e sobre a relação entre compositores e intérpretes.
O repertório abre e se encerra com “Odilê Odilá”, em dueto com Martinho da Vila, criando uma moldura sonora para as demais faixas. Ao longo do álbum, as gravações passam por diferentes fases da obra de João Bosco, com arranjos pensados para preservar a identidade original das canções e, ao mesmo tempo, permitir novas leituras.
Em “Incompatibilidade de Gênios”, parceria com Aldir Blanc, a faixa conta com a participação de Chico Buarque e com arranjo que inclui o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba. Em “Sinhá”, parceria de João e Chico, o dueto com Caetano Veloso evidencia a relação entre dois nomes centrais da MPB.
Outros encontros destacam a força rítmica de João Bosco: “Nação” traz o bandolim de dez cordas de Hamilton de Holanda; “Casa de Marimbondo” tem teclados assinados por Cesar Camargo Mariano; e “Corsário” reúne João e Ivete Sangalo. Zeca Pagodinho participa de “Siri Recheado e o Cacete”, parceria de João Bosco e Aldir Blanc lançada originalmente em 1980.
A nova geração também está presente: Silva participa de “Papel Machê”; Tiago Iorc aparece em “Perfeição”; Bruna Black e Mestrinho cantam na faixa-título; Jota.Pê divide “Jade” com a clarinetista Anat Cohen. Há ainda participações de Mart’nália, Mestrinho, Vanessa Moreno, Jaques Morelenbaum, Pedro Mariano e Rafa Mariano.
O projeto visual foi assinado pelo fotógrafo Victor Corrêa e por João Ferro, em parceria com Julia Bosco, que também atua como produtora executiva. A produção musical e os arranjos ficaram por conta de Rafael Rocha, trombonista da nova geração, que redesenhou as canções sem pretender reproduzir gravações já consagradas.
Essas músicas nunca foram minhas apenas. Desde que nasceram, passaram a pertencer às pessoas. Agora voltam diferentes, carregando as histórias de quem as cantou, ouviu, gravou e viveu com elas. Acho bonito ver uma canção continuar mudando sem perder sua essência.
Faixas
- “Odilê Odilá” (abertura) — com Martinho da Vila
- “Incompatibilidade de Gênios” — com Chico Buarque e Gonzalo Rubalcaba
- “Nação” — com Hamilton de Holanda
- “Toma Lá, Dá Cá” — João Bosco
- “Casa de Marimbondo” — com Cesar Camargo Mariano
- “Amigos Novos e Antigos” — com Bruna Black e Mestrinho
- “Sinhá” — com Caetano Veloso
- “Jade” — com Jota.Pê e Anat Cohen
- “Perfeição” — com Tiago Iorc
- “Boca de Sapo” — João Bosco
- “Siri Recheado e o Cacete” — com Zeca Pagodinho
- “Kid Cavaquinho” — com Mart’nália
- “Quando o Amor Acontece” — com Mestrinho
- “Memória da Pele” — com Vanessa Moreno e Jaques Morelenbaum
- “O Bêbado e a Equilibrista” — com Pedro Mariano e Rafa Mariano
- “Papel Machê” — com Silva
- “Corsário” — com Ivete Sangalo
- “Odilê Odilá” (encerramento) — com Martinho da Vila
Ao longo do trabalho, a parceria com Aldir Blanc permanece como elemento central: o poeta assinou mais de uma centena de canções ao lado de João Bosco e segue presente no repertório, que busca conectar histórias e novas vozes da música brasileira.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
