A Justiça de São Paulo arquivou o processo por difamação movido pela ex-deputada federal Carla Zambelli contra o jornalista Luan Araújo. O caso ganhou notoriedade após um episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando a parlamentar perseguiu Araújo pelas ruas da capital paulista armada.
Após o incidente, Luan Araújo publicou um texto no site Diário do Centro do Mundo, no qual fez críticas à ex-deputada, afirmando que ela era “seguida por uma seita de doentes de uma direita” e descreveu sua ideologia como “mesquinha, maldosa e mercadora da morte”.
No dia 15 de junho, o juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal, decidiu pelo encerramento da ação penal. A ex-deputada Zambelli havia sido condenada a cinco anos de prisão por conta da perseguição, mas fugiu para a Itália antes de cumprir a pena.
Após a publicação do artigo por Araújo, ele foi condenado por injúria e difamação. A pena inicial era para ser cumprida em regime aberto, mas foi convertida em multa de R$ 2.216,30. O jornalista alegou dificuldades financeiras e, por isso, não pagou a multa imediatamente.
Devido ao não pagamento, a Justiça chegou a determinar a prisão de Araújo no início de junho. Nos dias que se seguiram, amigos e familiares do jornalista se mobilizaram para arrecadar a quantia necessária, conseguindo quitar a multa. Com o pagamento realizado, o juiz considerou a pena cumprida e extinguiu o processo, conforme informações do Ministério Público de São Paulo.
O episódio de perseguição ocorreu quando Zambelli e Araújo tiveram um desentendimento em uma rua da zona sul de São Paulo. Durante a discussão, Zambelli sacou um revólver e começou a persegui-lo. Ela foi julgada pelo Superior Tribunal Federal (STF) e condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. No entanto, Zambelli se evadiu para a Itália, buscando escapar de uma condenação anterior de 10 anos de reclusão, relacionada a uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que resultou na cassação de seu mandato.
A Justiça italiana negou, na semana passada, um pedido de extradição da ex-deputada feito pelo Brasil.
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