Na campanha à reeleição, Lula apresenta plano com foco em segurança, renda e saúde. Propõe criar pasta federal de segurança, elevar o salário mínimo em termos reais e ampliar rede pública contra o câncer.
Na corrida pela reeleição, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva baseia parte de seu plano de governo na continuidade e no aprofundamento de políticas adotadas nos últimos quatro anos. O documento apresenta propostas em diversas áreas, com destaque para saúde, segurança pública, educação, economia, combate à corrupção, soberania e política externa. As propostas serão implementadas em caso de reeleição, segundo o texto do plano.
Saúde
O programa de governo prevê a criação de uma ampla rede pública de atenção ao câncer, com investimentos em diagnóstico, tratamento e atualização de medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos. O objetivo declarado é ampliar a capacidade de atendimento com técnicas e equipamentos modernos.
“a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”
O documento também propõe a ampliação do programa Farmácia Popular, ativo desde 2004, incluindo exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas como hipertensão arterial e diabetes. O intuito é agregar à oferta de medicamentos a disponibilização de exames voltados à atenção primária.
Segurança pública
Uma das principais medidas do plano é a criação do Ministério da Segurança Pública. Segundo o texto, a nova pasta irá coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução de políticas nacionais de segurança pública e fortalecer a integração entre os níveis de governo no enfrentamento ao crime organizado.
O plano pretende também ampliar ações do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano, com ênfase no combate ao tráfico de armas, munições e explosivos, no asfixiamento financeiro do crime organizado e das milícias e no fortalecimento da segurança em presídios.
Educação
Na educação, o programa anuncia investimento nos institutos federais de educação técnica e tecnológica, com prioridade na interiorização, nas periferias urbanas e em municípios com baixa oferta de cursos técnicos. Além disso, o texto indica expansão da cobertura de creches, investimento em ensino integral e ampliação de oportunidades no ensino técnico e superior.
“No novo mandato, continuaremos a expansão da nossa rede de institutos federais, priorizando a interiorização, os vazios educacionais, as periferias urbanas e os municípios com baixa oferta de cursos técnicos”
Economia
O plano defende medidas econômicas como isenção de impostos sobre a cesta básica e a continuidade da política de valorização do salário mínimo, com compromisso de manter o poder de compra acima da inflação. O texto também propõe manter a inflação sob controle de forma duradoura e sustentável para garantir aumento real da renda da população.
Para a indústria, o documento prevê uma estratégia de neoindustrialização com foco em inovação, inteligência artificial, minerais críticos e outros ativos considerados estratégicos para posicionar o país em setores promissores.
“O foco estratégico está na inovação, IA [inteligência artificial], minerais críticos e outros ativos capazes de colocar o Brasil de uma vez por todas como protagonista em áreas portadoras de futuro”
Combate à corrupção
O plano promete dar sequência ao Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, reforçando medidas de prevenção, responsabilização e transparência. A proposta inclui aprimorar o Portal da Transparência com dados abertos e uso de inteligência artificial para monitoramento e controle.
Soberania
No eixo da soberania, o documento defende proteção de fronteiras, fortalecimento da base industrial e tecnológica de defesa e modernização das Forças Armadas para proteção do território e dos recursos naturais. Também há proposta de fortalecimento da inteligência de Estado para enfrentar ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e do crime transnacional.
“A atividade será exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático, rejeitando seu uso para fins de perseguição política”
Política externa
Em relação à política externa, o plano indica foco na integração sul-americana e na afirmação da região como zona de paz, com prioridade ao Mercosul como plataforma de integração econômica, produtiva, política e social. O documento reafirma a intenção de consolidar o bloco como eixo central da atuação regional.
“Consolidaremos o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul”
O plano de governo reúne propostas que visam continuidade e ampliação de políticas públicas em várias áreas, e muitas das iniciativas serão desenvolvidas em articulação com estados, municípios e parceiros internacionais caso o candidato seja reeleito.
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