Em reunião do Conselho de Desenvolvimento, Lula traçou paralelo entre os atuais protestos mexicanos e as manifestações brasileiras de 2013. O presidente anunciou ainda teleconferência com a líder mexicana Claudia Sheinbaum.
Durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma comparação entre os protestos que ocorrem no México e as manifestações que tiveram lugar no Brasil em 2013. O presidente anunciou uma teleconferência marcada com a presidente mexicana Claudia Sheinbaum para a tarde desta quarta-feira, 10 de junho.
Lula destacou que, em 2013, as manifestações que exigiam a redução do preço das passagens de ônibus acabaram sendo aproveitadas por setores da direita, o que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. Ele afirmou:
A direita tirou proveito e fez o impeachment da Dilma. Vocês conhecem o resultado e elegeram até presidente da República.
O presidente também sugeriu que a situação no México pode estar sendo influenciada por fatores externos, afirmando:
Acho que tem o dedo de alguém e que, talvez, nem seja mexicano.
Atualmente, o México enfrenta uma série de protestos que ocorrem na véspera da abertura da Copa do Mundo, competição que o país, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá, irá sediar. As manifestações são lideradas por professores que estão pressionando o governo por um reajuste salarial. Nos últimos dias, diversas vias foram bloqueadas e confrontos com as forças de segurança ocorreram na capital do país, aumentando a tensão entre os manifestantes e as autoridades.
Na mesma reunião, Lula aproveitou para criticar a velocidade com que as notícias falsas se disseminam, o que, segundo ele, prejudica o debate público. Ele enfatizou:
Estamos vivendo um momento muito delicado na política e na humanidade. A narrativa e o argumento não valem mais nada. O que vale é a rapidez da mentira nas redes digitais, tanto para a direita quanto para a esquerda. É uma disputa do quanto mais curto, melhor. E quanto menos explicado, melhor.
O presidente concluiu ressaltando a importância do argumento e da narrativa para a civilização, afirmando que o mundo só será mais civilizado quando esses aspectos forem levados em consideração nas disputas políticas.
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