Em entrevista a podcasts, Lula afirmou que o agrément ao indicado americano, Daniel Perez, só será concedido após outubro. Criticou tentativas de interferência externa e questionou o timing da nomeação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro só concederá o agrément ao indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a embaixada norte-americana em Brasília, Daniel Perez, após as eleições de outubro. Durante uma entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs, Lula expressou críticas às tentativas de interferência do governo norte-americano em questões internas do Brasil.
O presidente destacou a importância do momento em que a indicação foi feita, questionando: “Se o embaixador dos EUA é importante para o Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá? E por que só agora, faltando 45 dias para as eleições, eles querem mandar?”
Mesmo com as críticas, Lula enfatizou a intenção do Brasil em manter uma boa relação com os Estados Unidos, afirmando: “Não precisamos brigar. Não quero guerra. Quero discutir [as questões] com seriedade. O Brasil quer ter uma boa relação com os Estados Unidos.”
Ao comentar sobre a relação com o presidente Donald Trump, Lula expressou sua visão de que as medidas adotadas recentemente contra o Brasil não seriam diretamente do chefe da Casa Branca, mas sim de membros de sua equipe. “Acho que não é ele quem não gosta do Brasil”, disse Lula, citando o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como uma figura que contribui para as tensões entre os dois países.
Sobre as tarifas impostas ao Brasil, o presidente lamentou que “lamentavelmente eles estão construindo inverdades contra o Brasil”. Ele também mencionou a recente apresentação da Lei de Reciprocidade, afirmando que a iniciativa visa demonstrar que o Brasil se respeita e não é uma nação desprezível.
O presidente Lula reafirmou estar preparado para defender os interesses brasileiros diante das divergências com os Estados Unidos. “Estou muito tranquilo, sabendo o que pode acontecer, e preparado para debater a defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra”, concluiu.
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