Neste domingo (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue a Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU. Em seu discurso, defenderá negociação, o direito internacional humanitário e a não intervenção entre nações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). No discurso de abertura da sessão de alto nível, o presidente deverá ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais.
O discurso deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. A fala deverá apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional, com atenção especial à reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, tema que o país defende há anos.
O Brasil critica a dificuldade do Conselho de Segurança de responder a conflitos internacionais e pretende trazer essa pauta à discussão durante a Assembleia. Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República; em seus três mandatos anteriores, ele só não compareceu em 2010.
Agenda presidencial em Nova York
20 de setembro (domingo)
- Chegada: chegada à cidade ainda na noite de domingo (20).
21 de setembro (segunda-feira)
- Encontros bilaterais: encontros reservados ao longo da segunda-feira (21).
22 de setembro (terça-feira)
- Manhã: encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
- Em seguida: discurso do presidente na Assembleia Geral.
- Retorno: retorno ao Brasil no mesmo dia (22).
Além das atividades do presidente, a delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes. O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderão se cruzar nos bastidores do plenário.
No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar. Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em
“química excelente”
Participações ministeriais e reuniões multilaterais
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do BRICS, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.
O ministro presidirá duas reuniões ministeriais: no dia 23 de setembro, o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20; e no dia 24 de setembro, a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, exercendo-a por um período de três anos após a 9ª Reunião Ministerial realizada em abril.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.
Comitiva
- Mauro Vieira — ministro das Relações Exteriores.
- Wellington Dias — ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
- Esther Dweck — ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
- Luiz Eloy Terena — ministro dos Povos Indígenas.
- Rachel Barros — ministra da Igualdade Racial.
Também está prevista a reunião do presidente com o prefeito de Nova York, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa a cidade desde o início do ano. A agenda brasileira incluirá ainda participação em encontros sobre combate à desigualdade e discussões de temas prioritários para o país na cena internacional.
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