Marina Sena abriu o Sunset com 'Numa Ilha' e 'Coisas Naturais', enquanto leve garoa e cítaras criaram clima teatral. Em 'Doçura', ela celebrou a chuva com participação de LuisLo do Çantamarta.
Marina Sena subiu ao Palco Sunset do Rock in Rio no domingo (13) vestida de branco, com um adereço prateado na cabeça e visual que remeteu à iconografia hindu. Sob leve garoa e acompanhada por timbres de cítara e tambores, a artista abriu a apresentação com “Numa Ilha” e emendou em seguida “Coisas Naturais”, faixa-título de seu terceiro álbum.
Enquanto a chuva caía sobre a Cidade do Rock, Marina interpretou “Doçura”, música cujo verso faz referência às precipitações. A faixa contou com a participação de Luis Lozano, o LuisLo, voz principal do trio Çantamarta, parceiro da cantora na gravação original.
“E essa chuva, chuva”
Na sequência, a cantora apresentou “TAIOBEIRAS (folha grande)”, recém-lançada e disponível nas plataformas desde 26 de agosto; a composição homenageia Taiobeiras, município do Norte de Minas Gerais onde Marina nasceu. Depois vieram as canções “Carta de Maria” e “Ouro de Tolo”.
Durante uma passagem do show, um boneco em tamanho humano foi colocado sobre uma mesa; Marina sensualizou com o dummy e incorporou a peça à encenação, como se as letras fossem dirigidas à figura. Em “Ouro de Tolo”, a encenação culminou na destruição completa do boneco.
A cena de destruição abriu espaço para a entrada de outra personagem: a cantora Céu surgiu sobre um pedestal enquanto Marina retornava ao palco com novo figurino. O encontro entre as duas começou com “Varanda Suspensa”, apresentada com uma levada de reggae, seguido por “Malemolência”, um dos primeiros sucessos da convidada, originalmente lançado em 2005.
De volta ao show solo, Marina executou “Por Supuesto”, um dos maiores êxitos de sua carreira, em andamento mais lento e com grande participação do público; a cantora desceu do palco e aproximou-se da grade enquanto a plateia assumia parte dos vocais. Em seguida, veio “Voltei pra Mim”, antes da aceleração rumo à reta final do set.
Na parte final, “Mágico” contou com personagens mascarados no palco. Em “Lua Cheia”, a cantora retomou o andamento a partir do verso que faz referência ao relógio, e o repertório seguiu para “CARNAVAL”, introduzida por atabaques e batida de funk, preparando o encerramento com “Desmitificar”.
“O meu relógio bate zero zero”
No meio de “Desmitificar”, Marina derrubou e quebrou o pedestal do microfone, em momento marcado pelo ruído das guitarras. A música terminou ganhando peso das guitarras e culminou no trecho final em que a intérprete expressa desejo através do verso:
“Tô te querendo, tô com vontade”
Entre a chuva, a teatralidade das encenações e a intensidade das guitarras, Marina Sena fechou sua passagem pelo Sunset mantendo o tom performático e a interação com convidados e público.

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