Em apresentação única no Brasil, Luca, Mattia e Simone tocaram juntos no palco New Dance Order, misturando discotecagem, piano e controladores MIDI. Antes do show, o trio falou com a imprensa sob chuva na Cidade do Rock.
No domingo (6), o trio italiano MEDUZA encerrou a madrugada no palco New Dance Order, dedicado à música eletrônica, durante o Rock in Rio. Diferentemente dos sets em que costuma comparecer apenas um integrante do projeto, o MEDUZA³ reuniu Luca De Gregorio, Mattia Vitale e Simone Giani em cena, combinando discotecagem, piano, teclados e controladores MIDI, além de rearranjos ao vivo do repertório do grupo. Segundo o trio, essa foi a única apresentação completa dos três no país nesta passagem pelo Brasil.
Pouco antes de subir ao palco, e já sob chuva na Cidade do Rock, o trio concedeu um bate-papo nos bastidores do New Dance Order, em data que esgotou os ingressos com antecedência nesta edição do festival. A conversa trouxe lembranças de um encontro anterior, no Tomorrowland, na Bélgica, quando o grupo já apontava o Rock in Rio como um momento importante da trajetória.
“Foi um dos pontos altos deste ano e, claro, da nossa carreira. A gente cresceu vendo as maiores bandas de rock e os maiores nomes do pop tocarem aqui”
O trio avaliou que estar no line-up significou alcançar algo relevante com o projeto e declarou a expectativa de dividir esse momento com o público brasileiro, ainda que lamentando a chuva presente na ocasião.
“Só um pouco chateados com a chuva, mas sei que o público brasileiro consegue lidar com isso sem problema nenhum”
Questionado sobre se o tempo ruim mudaria algo na apresentação, o grupo respondeu de forma direta, tratando a condição climática como um desafio a ser superado pelo público e pelos artistas.
“Vai ser o mesmo show. Acho que é mais um desafio para o público, aproveitar esse momento especial em meio a uma dificuldade”
O trio também destacou o papel da música como elemento de união, independentemente do clima ou da situação vivida pelo público.
“A música consegue unir todo mundo em qualquer clima, em qualquer situação que a gente esteja vivendo no mundo. Então vai ser especial por isso, principalmente aqui no Brasil”
Na sequência do encontro, houve um jogo rápido sobre faixas e memórias da carreira. Provocado sobre qual integrante seria mais propenso a “perder o controle” em referência à faixa “Lose Control”, o grupo, entre risadas e vozes sobrepostas, apontou Simone.
“Hum… Simone”
“É, acho que é ele mesmo”
Ao falar sobre a pior lembrança de viagem, em paralelo à faixa “Bad Memories”, o trio adotou tom mais sério e relacionou a experiência negativa ao cancelamento de apresentações, pelo impacto que isso causa na relação com os fãs.
“Qualquer tipo de viagem ou experiência pode ser boa ou ruim, mas ainda assim faz parte da jornada, da experiência. Provavelmente a pior experiência é toda vez que a gente precisa cancelar um show”
“Toda vez que a gente não consegue ver os fãs e criar aquela conexão com eles, é um desperdício da energia que a gente tem. Então essa é a pior experiência da jornada”
Sobre a ideia de ter sete dias livres, em alusão à faixa “Seven Days”, a reação inicial foi de surpresa e descanso, mas houve a admissão de que a rotina criativa tende a atrair os integrantes de volta ao trabalho.
“Nada. Nada. Só ficar em casa”
“A música é a nossa vida. Então acho que eu tentaria não fazer nada, mas no final, sabe, acabo abrindo o laptop e fazendo alguma coisa. Acho que preciso tentar”
Em tom bem-humorado, Matt resumiu a rotina como “dormir, dormir e repetir”, enquanto Simone imaginou o tempo livre “relaxando com o meu cachorro e ouvindo música dos anos 80”.
Para encerrar o jogo rápido, citando a faixa “Piece of Your Heart”, o trio foi questionado sobre o que guardaria de sua carreira até o momento. A resposta destacou a continuidade do trabalho como a escolha mais valiosa.
“Eu simplesmente continuaria fazendo esse trabalho. Só fazer esse trabalho já é como um sonho, e a gente se sente abençoado por isso. Então eu escolheria continuar fazendo isso todos os dias e acordar sabendo que a gente pode fazer o que ama todos os dias”
O encontro nos bastidores e a apresentação no New Dance Order reforçaram a relação do trio com plateias grandes e a importância do Brasil no calendário de shows do grupo, conforme as declarações dadas antes da apresentação.
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