O Boletim Focus do Banco Central indica queda nas projeções para inflação e primeira redução da Selic desde março. Para 2026, taxa deve encerrar em 13,75%, com PIB previsto em 1,99% e dólar a R$5,20.
O mercado financeiro apresentou uma redução nas expectativas para os índices de inflação e, pela primeira vez desde março, também para a taxa básica de juros (Selic). De acordo com o Boletim Focus, que foi divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, a Selic deverá fechar o ano de 2026 em 13,75%.
As projeções para a economia, que incluem o Produto Interno Bruto (PIB) e a cotação do câmbio (dólar), têm se mantido estáveis nas últimas cinco semanas, com o PIB projetado em 1,99% e o dólar a R$ 5,20.
As expectativas de inflação para 2026 também foram revisadas para baixo, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, estimada em 5,03%. Na semana anterior, a previsão era de 5,12%, e há quatro semanas, de 5,30%.
Em relação à Selic, na semana passada, as expectativas do mercado indicavam que a taxa terminaria o ano em 14%, ou seja, 0,25 ponto percentual acima da projeção atual. A última vez que as projeções do boletim mostraram uma queda na Selic foi em março de 2026, quando a mediana passou de 12,13% para 12%.
A taxa atual está em 14,25%, conforme estabelecido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. Assim, há uma expectativa de pelo menos uma redução até o final de 2026. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
As expectativas para a Selic nos anos seguintes, 2027 e 2028, permaneceram estáveis em 12% e 10,5%, respectivamente. O Banco Central utiliza a Selic como principal instrumento para alcançar a meta de inflação, e ao aumentar a Selic, busca conter a demanda aquecida, o que pode impactar nos preços.
Os bancos também levam em conta outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência e despesas administrativas. A redução da Selic tende a facilitar o acesso ao crédito, incentivando a produção e o consumo, e, consequentemente, impactando na atividade econômica.
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