O músico Pepe Sánchez morreu sábado (19), aos 81 anos, em Las Rozas, Madri, acompanhado por familiares. Tinha mais de seis décadas de carreira e tocou com artistas internacionais como Barbra Streisand e Diana Ross.
O baterista, pianista, compositor e educador Pepe Sánchez, nome artístico de José Sánchez Lianes, morreu neste sábado (19), aos 81 anos. A morte ocorreu em sua casa em Las Rozas, na região de Madri, segundo comunicado enviado à imprensa. Sánchez estava acompanhado de familiares e pessoas próximas. A imprensa espanhola também confirmou o falecimento neste sábado.
Ao longo de cerca de seis décadas de atividade profissional, Sánchez trabalhou em estúdio e em apresentações com artistas da Espanha e de outros países. Entre os nomes com os quais colaborou estão Barbra Streisand, Diana Ross, Julio Iglesias, Joan Manuel Serrat, Nino Bravo, Rocío Jurado, Camilo Sesto, Raphael e Miguel Ríos. O comunicado sobre sua morte também cita gravações realizadas nos Estados Unidos com Barry White e Andy Gibb.
Formado no Real Conservatório de Madri, Sánchez ampliou sua formação a partir de 1963 em Basileia, Montpellier e Paris. Em sua trajetória como instrumentista, tocou sob direção de figuras como Henry Mancini, Michel Legrand, Lalo Schifrin, Elmer Bernstein e Paul Mauriat.
Sánchez integrou momentos importantes da cena do jazz em Madri. Em janeiro de 1977, por exemplo, integrava o quinteto do saxofonista Pedro Iturralde no Whisky Jazz Club, ao lado de José Luis Medrano, Rafael Ferro e Eduardo Medina.
Além do trabalho como músico de estúdio e de palco, Pepe Sánchez lançou discos próprios e atuou como compositor, arranjador, produtor e diretor. Sua discografia inclui obras como “Regresión”, “Signo de Cáncer” e “Consecuencias”.
Em 1980, segundo a biografia mantida pela Academia da Música da Espanha, a revista Modern Drummer o colocou entre quatro bateristas destacados mundialmente naquele momento. Sánchez também esteve à frente de projetos de percussão coletiva que receberam registros do Guinness em 2000, 2002 e 2009.
Na televisão espanhola, teve uma longa relação com o programa “Gente Joven”, da TVE. Também assumiu a Orquestra Ligeira da emissora entre 1987 e 1989, segundo registros sobre sua trajetória. Como diretor, trabalhou com formações como a Orquestra da RTVE, a Manuel de Falla e a Ciudad de Málaga.
Nos últimos anos, manteve atuação institucional na defesa dos direitos de músicos e intérpretes. Sánchez ocupava o cargo de secretário no Conselho de Administração da AIE, entidade espanhola responsável pela gestão de direitos de artistas intérpretes. Em novembro de 2025, recebeu o título de membro honorário do Fórum Ibero Americano das Artes.
Na Academia da Música da Espanha, integrava a diretoria. Sua participação nessas entidades se somava ao trabalho em iniciativas pela inclusão da música popular, do pop e do rock na formação musical institucional e pela proteção dos direitos intelectuais dos intérpretes.
Pepe Sánchez seguiu em atividade até os últimos anos. Em fevereiro de 2024, apresentou em Majadahonda o álbum “The Boss”, com repertório ligado ao jazz. Em 2025, ainda participava de apresentações e atividades musicais e recebeu novos reconhecimentos institucionais por sua trajetória.
O legado artístico de Sánchez atravessa gravações, concertos, educação musical e trabalho institucional, deixando registro em estúdio e no palco de uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas.
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