O Peru atravessa momento de grande incerteza após o segundo turno presidencial. Com vantagem estreita, Keiko Fujimori se aproxima da vitória, enquanto protestos são convocados pelo rival de esquerda.
A candidata de direita Keiko Fujimori está a caminho de conquistar a Presidência do Peru por uma margem estreita, mas crescente, enquanto seu rival de esquerda, Roberto Sánchez, convocou protestos após alegar irregularidades por parte da autoridade eleitoral.
Até o momento, Fujimori, em sua quarta tentativa de chegar ao cargo, mantinha uma vantagem de 39.115 votos, com apenas 0,6% dos votos ainda a serem apurados. Essa situação tem deixado o Peru em suspense desde o segundo turno das eleições, realizado em 7 de junho.
Os votos contestados que ainda estão pendentes de apuração representam cerca de 140 mil votos, conforme informações da manhã desta quinta-feira. Aproximadamente 60% desses votos vieram de Lima e de peruanos que vivem no exterior, onde Fujimori conquistou um apoio mais forte do que seu rival Sánchez.
“Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, afirmou Gonzalo Márquez, diretor da consultoria de dados Caleidos. “Portanto, não há possibilidade, digamos, de que o resultado mude.”
De acordo com a mais recente apuração da autoridade eleitoral, a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori tinha 50,11% dos votos válidos, contra 49,89% de Sánchez, com 99,38% dos votos apurados até o momento.
Se confirmada sua vitória, Fujimori poderá se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru. Vale lembrar que, em suas tentativas anteriores, ela já perdeu três segundos turnos, incluindo o mais recente, em 2021, quando foi derrotada pelo candidato de esquerda Pedro Castillo por uma diferença de apenas 44.200 votos.
Enquanto a revisão e recontagem dos votos contestados continuam de forma lenta, o partido de Sánchez está entrando com recursos judiciais buscando anular votos a favor de Fujimori e convocou protestos em Lima para esta sexta-feira.
Missões de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia afirmaram, em declarações separadas, que a votação transcorreu normalmente e instaram os candidatos e o país a aguardarem o resultado oficial.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
