A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, que a gasolina deve seguir a tendência de queda observada em outros combustíveis, que tiveram seus preços reduzidos nos últimos dias devido à diminuição do valor do petróleo no mercado internacional.
No dia anterior, a Petrobras anunciou a redução do preço do óleo diesel em R$ 0,35 por litro. Nesta quarta-feira, foi a vez do querosene de aviação (QAV), que teve uma diminuição de 14,5% em seu preço. Magda ressaltou: “Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais. No caso da gasolina, é a mesma coisa”.
A Petrobras explicou que as reduções já anunciadas refletem a diminuição dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados. Este conflito havia causado um aumento significativo nos preços após o início das hostilidades entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Um dos principais fatores que contribuíram para a alta dos preços foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, região estratégica para a produção internacional de óleo e gás, onde 20% da oferta global passava antes do conflito. A escassez de petróleo no mercado fez os preços subirem. Apesar de o Brasil ser um produtor de petróleo, os preços dos derivados são definidos de acordo com o mercado internacional, visto que são commodities negociadas em grandes quantidades.
Embora haja relatos de ataques na região de Ormuz, os navios petroleiros já voltaram a transitar pelo estreito. O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, voltou a ser negociado em torno de US$ 70, uma cotação que se alinha aos níveis anteriores ao conflito. Durante os períodos mais críticos da guerra, o preço chegou a exceder US$ 110.
Magda Chambriard reiterou que a empresa monitora diariamente o cenário de preços globais, mas busca evitar que a volatilidade internacional crie ansiedade no Brasil. “Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, afirmou. Ela também lembrou que o preço da gasolina teve um aumento significativo, tendo sido reajustado em R$ 0,48 por litro em 29 de maio de 2026, mas com a adesão a um subsídio do governo federal de R$ 0,44, resultando em um aumento efetivo de apenas R$ 0,04 para as distribuidoras.
A presidente da Petrobras enfatizou que a política de preços atual busca evitar a volatilidade que caracterizou anos anteriores, lembrando que mudanças frequentes no preço da gasolina em 2018 resultaram em uma perda de participação de mercado da Petrobras. “A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”, afirmou.
A diminuição dos efeitos do conflito também levou o governo federal a iniciar o processo de retirada de subsídios às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a queda do diesel, o governo cortou um subsídio de R$ 0,35 que beneficiava o combustível utilizado principalmente por caminhões e ônibus. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que a retirada do subsídio de R$ 0,44 que se aplica à gasolina está sendo avaliada.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes da retirada do subsídio pelo governo, Magda considerou a pergunta “prematura”.
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