O governo federal reforça com R$ 140 bilhões o programa Nova Indústria Brasil. BNDES lidera os aportes, somando R$ 750 bi desde 2023 para impulsionar o desenvolvimento nacional.
A Nova Indústria Brasil (NIB), uma política do governo federal voltada para o incentivo à industrialização nacional, receberá um investimento adicional de R$ 140 bilhões até o final de 2026. Com esse novo aporte, o total de recursos destinados ao programa desde 2023 alcançará R$ 750 bilhões.
Desse montante, R$ 102,5 bilhões virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um banco público comprometido com o fomento de setores estratégicos da economia nacional. Além disso, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribuirá com R$ 37,5 bilhões.
O anúncio do novo aporte foi realizado nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, durante uma cerimônia em comemoração ao 74º aniversário do BNDES, que ocorreu na sede da instituição no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de diversos ministros.
Os recursos do programa serão direcionados a setores como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais, que abrangem aplicações civis e militares.
“A indústria teve um saldo extraordinário, nós interrompemos aquela desindustrialização prematura, estamos renovando, relançando a indústria, que é o carro-chefe, voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES. Não era assim, agora é”, afirmou Aloizio Mercadante.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou que, embora o BNDES seja responsável pelo aporte de recursos da NIB, o setor privado também terá um papel significativo neste investimento. Ele mencionou que o BNDES atua como um catalisador para os investimentos privados.
“Das seis missões [objetivos estratégicos] que nós desenhamos na NIB, em quatro delas o setor privado é o que responde pela maior parte dos investimentos”, ressaltou o ministro.
Durante a mesma solenidade, o governo federal lançou o Portal Investe Indústria Brasil, um ambiente virtual que contará com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Este portal funcionará como um canal para que empresas dos setores estratégicos registrem suas intenções de investimento e os desafios que enfrentam.
No evento também foi anunciada uma parceria entre o BNDES e a Petrobras para desenvolver iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionadas a minerais críticos, essenciais para as cadeias de transição energética e de óleo e gás. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa busca dominar o cenário de tecnologia em minerais críticos.
Além disso, o BNDES e a Petrobras revelaram os nomes das três empresas vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, voltado à compra de créditos de carbono gerados pela restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia. As empresas selecionadas são a Systemica, brCarbon e re.green, com a iniciativa prevista para mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos.
Por fim, foi anunciado também um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, empresa de aluguel de bicicletas, que permitirá a aquisição de até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), destinadas a entregadores de plataformas digitais, com custo reduzido de 25% em relação ao preço atual.
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