A SES realizou a quinta reunião do Colegiado de Segurança do Paciente e Controle de Infecção, com foco na comunicação em saúde. O encontro reuniu profissionais de serviços públicos, privados e filantrópicos.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), realizou nesta segunda-feira, 3, a quinta reunião do Colegiado de Segurança do Paciente e Controle de Infecção. A iniciativa buscou ampliar o debate sobre práticas voltadas à segurança do cuidado em saúde, a partir da construção consensual entre os diferentes atores envolvidos.
Organizado pela Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções (Cesp/Ciras) da DVS, o colegiado reuniu profissionais que atuam em serviços de hemodiálise, Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) e Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) dos setores público, privado e filantrópico.
A comunicação em saúde foi o tema central da reunião. A referência técnica da Cesp/Ciras, Liane Rocha, ressaltou que falhas na transmissão de informações estão entre as principais causas de eventos adversos. “A falha de comunicação é uma das principais causas de eventos adversos. Por isso, o colegiado trabalhou essa temática para aprimorar tanto a comunicação entre os profissionais de saúde e os setores da rede quanto a comunicação com os familiares”, afirmou.
O gerente da Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Marcus Carvalho, destacou que uma comunicação eficiente é essencial para a segurança do paciente e não se limita ao ato de informar. Segundo ele, técnicas e padrões podem tornar as mensagens mais claras, especialmente em situações críticas, como a passagem de plantão e o diálogo entre equipes de enfermagem e laboratório.
“Essas estratégias reduzem ruídos na comunicação, que podem comprometer o cuidado e causar danos ao paciente”, pontuou Marcus Carvalho.
Para o técnico de serviço de hemodiálise em Estância, Carlos André Ferreira, o debate contribui para aperfeiçoar a atuação dos trabalhadores da saúde e reforçar a proteção de pacientes em condições delicadas, como aqueles que realizam diálise. “A comunicação é a principal ferramenta dentro dos serviços de saúde, pois permite compreender as demandas do paciente e oferecer um cuidado mais seguro. Além disso, a troca de informações entre os profissionais é essencial para alinhar a assistência e reduzir riscos”, afirmou.
Ele acrescentou que, em tratamentos como a hemodiálise, protocolos e orientações precisam ser transmitidos com clareza, para que o paciente compreenda os cuidados necessários.
Fotos: Valter Pinheiro







Fonte: Saúde – Sergipe
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