Na véspera do primeiro turno, tribunais regionais entregam e posicionam mais de 560 mil urnas eletrônicas em todo o país. Cerca de 499 mil serão usadas e quase 65 mil ficam em reserva, sob guarda policial.
Os tribunais regionais eleitorais de todo o país realizam neste sábado (03), véspera do primeiro turno da eleição, os últimos procedimentos de preparação para o pleito. Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo distribuídas aos locais de votação, onde serão posicionadas, preparadas e mantidas sob guarda policial até o início da votação. Desse total, cerca de 499 mil urnas serão utilizadas na votação, e quase 65 mil permanecerão como reserva para substituição em caso de necessidade.
Considerando a dimensão da operação logística, os tribunais firmaram parcerias com outras instituições públicas para auxiliar no transporte e na organização. Em alguns estados, parte das urnas foi levada até locais de votação em ônibus escolares, e equipes de limpeza urbana foram escaladas para apoiar o transporte e a movimentação dos equipamentos.
Dentro de cada seção eleitoral, servidores da justiça eleitoral e voluntários convocados estão atuando na preparação das sessões: organizando os espaços de circulação dos eleitores, afixando materiais informativos e verificando a disposição das urnas e demais materiais de votação.
Segurança e auditoria do sistema eletrônico também fazem parte dos procedimentos adotados. Foi realizada a cerimônia de emissão da zerézima do Sistema de Gerenciamento da Totalização, procedimento que comprova que nenhum voto foi previamente registrado no banco de dados de totalização dos resultados. Antes do início da votação em cada sessão, os voluntários responsáveis deverão emitir a zerézima de cada urna, atestando que os equipamentos não apresentam votos registrados.
Os tribunais também realizaram sorteios das urnas que serão auditadas no domingo (04), em mais uma etapa de verificação da integridade e autenticidade do sistema eletrônico. Parte dos equipamentos sorteados passará por testes de autenticidade, nos próprios locais, para confirmar se os programas instalados são os mesmos que foram desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente. Outra parte das urnas será submetida a auditoria de integridade: esses equipamentos serão recolhidos das sessões antes do início da votação e levados a locais seguros e acessíveis ao público, como sedes judiciais e instituições convidadas.
Nos locais de auditoria, fiscais serão convidados a depositar votos escritos em papel em uma urna convencional e, simultaneamente, a registrar os mesmos votos na urna eletrônica. Em seguida, serão comparados os resultados obtidos pelos dois métodos.
Conforme destacou o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares:
“Os procedimentos deste sábado oferecem mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado”
O desembargador também ressaltou outros aspectos do processo:
“A eleição não começa quando o eleitor aperta a tecla ‘Confirma’. Ela começa muito antes, na preparação dos sistemas, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições”
E sobre as auditorias e a confiança no sistema, o presidente do TRE-RJ afirmou:
“O que se demonstrará é simples e decisivo: a urna registra fielmente aquilo que nela se digita”
“O tribunal tem plena confiança no sistema eletrônico de votação e essa confiança decorre do alto grau de auditabilidade de todo o processo, que pode ser verificado antes, durante e depois da votação”
As ações descritas visam garantir transparência e segurança ao processo eleitoral, por meio de procedimentos públicos de verificação e de auditoria que poderão ser acompanhados por representantes de partidos, autoridades e público interessado.
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