Na noite desta quarta-feira, 24 de junho, a Venezuela sofreu a devastação causada por dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2. Até o momento, o número de mortos subiu para 188, conforme anunciado por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso Nacional e irmão da presidente Delcy Rodríguez. Mais de 1.500 pessoas estão hospitalizadas, mas esse número pode aumentar significativamente.
De acordo com informações do site Desaparecidos Terremoto Venezuela, que foi criado pela sociedade civil para reunir dados sobre as vítimas, mais de 40 mil pessoas estão desaparecidas. Essa plataforma permite que a população registre informações sobre os desaparecidos, incluindo idade, sexo, estado civil e cidade de residência.
“O governo venezuelano não disponibilizou nenhuma ferramenta deste tipo até o momento e não tem uma estimativa de desaparecidos”, comentam os organizadores do site, sublinhando a necessidade de um sistema oficial para auxiliar as famílias afetadas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou que o número de mortes pode variar entre 10 mil e 100 mil, levando em consideração a população exposta nas áreas mais afetadas e a precariedade das construções nas regiões atingidas.
A tragédia ocorreu no litoral de Morón, a 160 km da capital, Caracas, onde a destruição foi intensa. Prédios, casas e outras edificações desabaram, resultando em uma emergência humanitária significativa. A imprensa local informou que oito hospitais foram impactados, obrigando a transferência de pacientes para outras instituições.
Os tremores foram sentidos em diversas cidades da Região Norte do Brasil, como Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Marcos Ferreira, geofísico e pesquisador do SGB, destacou a gravidade dos sismos, afirmando que as magnitudes indicam a liberação de uma enorme quantidade de energia, o que potencializa o impacto, especialmente se os terremotos forem rasos.
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