No domingo (6), Xamã voltou ao palco onde começou no Rock in Rio, sete anos depois. Na terceira participação, fechou a noite com músicas de várias fases, incluiu faixas de Flerte e contou com Major RD.
Xamã voltou, no domingo (6), ao palco em que iniciou sua trajetória no Rock in Rio. Sete anos após a estreia no Espaço Favela, o rapper encerrou a programação do local em sua terceira participação no festival. O show percorreu diferentes fases da carreira do artista, incluiu músicas do recém-lançado álbum Flerte e contou com a participação de Major RD.
Pouco antes da apresentação, Xamã fez um balanço do período entre a primeira passagem pelo festival, em 2019, e o retorno ao Espaço Favela. No intervalo entre as participações vieram hits nacionais, novos discos e uma segunda carreira, como ator.
“Foi uma odisseia inteira, foi muita coisa que aconteceu. Teve o ‘Zodíaco’, que foi um álbum mais de rádio, na pandemia, que mudou tudo. Teve sons mais de rádio que aconteceram com a Marília Mendonça, a Luísa [Sonza], teve um momento mais audiovisual. Então tentei trazer um pouco desse período todo que a gente passou, transmitir um pouco para o palco. É muito maneiro estar celebrando essa volta para o Espaço Favela, onde tudo começou.”
O álbum Zodíaco, lançado em 2020, reuniu participações como Marília Mendonça, Luísa Sonza e Gloria Groove. Em seguida, Malvadão 3 ampliou o alcance do rapper e chegou ao topo das paradas do Spotify Brasil no fim de 2021. Entre as aparições no Rock in Rio, Xamã também passou pelo Sunset em 2022 antes de retornar ao Espaço Favela em 2026.
No mesmo período, a atuação ganhou espaço na trajetória do artista. Xamã integrou elencos de produções televisivas como Renascer e Os Donos do Jogo, e fez sua estreia no cinema em Cinco Tipos de Medo. Pelo papel de Sapinho, no longa dirigido por Bruno Bini, ele recebeu o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado de 2025.
“É o mesmo nervosismo. Parece que é um furacão no estômago. Mas acho que faço isso justamente por causa da adrenalina, porque é bom se sentir desafiado. Sempre me perguntam isso. Acho que subo no palco e faço os trabalhos com audiovisual pela adrenalina que dá, por você se desafiar ao limite das suas criações, da sua cabeça, tirar tudo daquilo e transformar em arte. Acho que esse frio na barriga é gostosinho.”
O retorno ao Espaço Favela foi tratado pelo artista como uma celebração desse percurso, que inclui êxitos musicais, experimentações audiovisuais e reconhecimento no cinema. A apresentação no domingo (6) trouxe ao público uma retrospectiva dessas etapas, em um momento de convergência entre música e atuação na carreira de Xamã.
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