A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, indicando que a Europa poderá enfrentar “semanas mais mortais” nos próximos dias, devido à formação de uma intensa onda de calor sobre o Atlântico.
As previsões apontam que as temperaturas em Portugal e no sul da Espanha poderão atingir até 43 graus Celsius nos próximos dias, o que representa um risco significativo para a saúde da população. O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, participou de uma teleconferência de emergência com representantes de 41 países da região, Comissão Europeia e grupos da sociedade civil no dia anterior, 6 de julho, para discutir as lições aprendidas com a recente onda de calor e os preparativos para a nova situação.
“O trabalho agora é em duas frentes: corrigir o que falhou nas últimas semanas antes que a próxima onda de calor chegue e construir o tipo de sistema de saúde que não apenas responda ao calor extremo, mas esteja preparado para ele”, declarou Kluge.
Durante a discussão, Kluge ressaltou que os países que já possuíam planos de ação para a saúde em condições de calor responderam mais rapidamente e protegeram melhor suas populações durante o aumento das temperaturas observado em junho. No entanto, ele observou que menos da metade dos Estados-membros europeus da OMS possui um plano desse tipo em vigor, o que pode comprometer a eficácia das respostas a essa nova onda de calor.
Especialistas apontaram que a onda de calor que ocorreu entre os dias 20 e 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa. Essa situação causou interrupções na geração de energia, danos à infraestrutura e sobrecarga nos sistemas de saúde, levando a um aumento significativo no número de óbitos. França, Holanda e Bélgica registraram 3.700 mortes adicionais, com autoridades alertando que esses números são preliminares e podem aumentar.
Além disso, Kluge destacou que os moradores de lares de idosos, pessoas em situação de rua e idosos socialmente isolados ainda não estavam sendo atendidos de maneira consistente em toda a Europa, o que requer uma atenção especial por parte dos governantes e instituições de saúde.
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