Com apenas cerca de 50 doadoras, o Banco de Leite Humano Marly Sarney precisa dobrar esse número para atender bebês prematuros e de alto risco. A campanha Agosto Dourado reforça a importância da doação.
O Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH), vinculado à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), necessita constantemente de novas doadoras de leite materno. Durante o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, a unidade alerta para o baixo estoque: atualmente, cerca de 50 mulheres realizam doações, número insuficiente para atender à demanda dos bebês prematuros e de alto risco assistidos pela MNSL.
Neste ano, a campanha Agosto Dourado tem como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”. A iniciativa busca destacar o impacto da amamentação na nutrição, na segurança alimentar e na redução da pobreza, além de fortalecer as redes de apoio em toda a sociedade.
De acordo com a coordenadora do BLH, Helga Muller, a campanha também procura combater a desinformação sobre o aleitamento materno e ampliar as redes de apoio para uma amamentação segura e humanizada. “O Agosto Dourado nos lembra de que o leite humano é o padrão-ouro de nutrição e proteção. Doar o excedente desse alimento é um gesto de solidariedade transformador, capaz de salvar as vidas mais frágeis e garantir o futuro dos nossos recém-nascidos”, enfatizou.
Helga informou que passou a semana ministrando palestras em diversos municípios do interior sergipano sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Nesta sexta-feira, dia 7, haverá uma atividade voltada ao Agosto Dourado para as mães internadas na MNSL.
Segundo a assistente social do BLH, Adriana Machado, o perfil ideal da doadora é o da mulher que apresenta produção excedente de leite humano. “Além do leite que ela fornece para o próprio bebê, o excedente pode ser doado. Atualmente, temos no máximo 50 doadoras. O ideal é mantermos sempre o dobro desse número para garantir o abastecimento da unidade. Também contamos com a rede estadual, formada pelos demais bancos de leite e postos de coleta distribuídos pelo estado”, disse.
Adriana destacou ainda o funcionamento da rota domiciliar, serviço por meio do qual profissionais do Banco de Leite recolhem semanalmente o leite na residência da doadora, evitando que ela precise se deslocar até a unidade.
Inicialmente, a mãe interessada em doar deve entrar em contato com o BLH pelo telefone (79) 3226-6301 ou comparecer presencialmente ao Banco para manifestar interesse em participar do programa. “Essa mãe receberá orientações sobre todo o processo de doação. Será feito um cadastro, e explicaremos como realizar a coleta e o armazenamento adequados no domicílio. Também solicitaremos os exames mais recentes do pré-natal”, informou.
Os exames serão avaliados pela equipe médica do Banco de Leite. Caso a candidata esteja apta, receberá em casa os materiais necessários para iniciar a coleta domiciliar, como frascos esterilizados, material informativo, toucas e máscaras.






Fonte: Saúde – Sergipe
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