No quarto dia do festival, a artista apresentou repertório que transitou do rock à bossa nova, com participação de Roberto Menescal e direção musical de Silvanny Sivuca. Banda 100% feminina e 13 bailarinos ampliaram a proposta cênica.
Luísa Sonza apresentou no quarto dia do Rock in Rio 2026, no Palco Mundo, no Rio de Janeiro, um espetáculo que gerou ampla conversa sobre produção, estética e crítica musical. O show mostrou a dimensão de uma artista que transita por diferentes gêneros — do rock à bossa nova, passando pelo pop — e buscou provocar reações diversas no público e na imprensa.
No palco, Sonza dividiu espaço com Roberto Menescal em um bloco inteiramente cantado ao lado do artista, recebeu a participação de sua banda 100% formada por mulheres com direção musical de Silvanny Sivuca, contou com 13 bailarinos de diferentes estados e estilos e teve a presença da banda de Menescal. Essa configuração levou dois conjuntos ao palco, um elemento destacado como parte da ambição do espetáculo.
O show ocorreu no primeiro horário do dia, em uma tarde chuvosa e fria, e havia sido antecipado a pedido de Elton John, segundo a apresentação. A artista interpretou variados estilos, explorou aspectos de performance e trabalhou intenção estética e conceitual para ocupar um espaço de grande visibilidade em um festival de grande porte.
Parte das críticas publicadas após a apresentação chamou a atenção por erros factuais: nomes de músicas equivocados, informações incorretas sobre a formação de banda e bailarinos, e equívocos sobre álbuns e a trajetória da artista. Essas imprecisões foram destacadas como indicativo, no texto original, de falta de pesquisa e de embasamento por parte de alguns veículos ou comentadores.
Também foi abordada a chamada “economia da indignação”: a observação de que conteúdos negativos sobre artistas pop costumam gerar elevado engajamento, mobilizando tanto fãs quanto críticos e alimentando métricas de alcance. A reflexão incluiu a avaliação de que essa dinâmica pode influenciar a maneira como a cultura é coberta e comentada.
O texto original defendeu ainda uma crítica ao elitismo cultural que menospreza a música pop, afirmando que pop é linguagem de massa, comportamento, estética, performance, identificação e entretenimento, e que a produção desses elementos demanda trabalho técnico e conceitual significativo.
Por fim, foi ressaltada a observação de que ataques a mulheres na música — por serem donas da própria voz, carreira e corpo, e por explorarem a sexualidade em palco — são recorrentes ao longo de décadas, e que o desconforto gerado por uma artista pode dizer tanto sobre quem assiste quanto sobre quem está no palco. O texto concluiu que o espetáculo apresentado por Sonza foi pensado, ensaiado e executado com ambição e técnica.



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