Ele compareceu à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes na sexta (18), acompanhado de advogado. Foi decretada prisão temporária na operação que apura atuação do PCC no transporte público.
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, filiado ao União Brasil, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18). Ele compareceu à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhado de um advogado.
Leite foi um dos alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investigava a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo paulistano. Em decorrência das investigações, teve sua prisão temporária decretada.
Na véspera da entrega, as autoridades foram até a residência do político e não o encontraram. Em seguida, a polícia passou a considerá-lo fugitivo.
Ainda na quinta-feira, Milton Leite divulgou nota por meio de sua assessoria informando que não havia fugido, que estava viajando e que se apresentaria às autoridades. Na mesma nota, declarou ser inocente.
A investigação aponta, segundo a polícia, vários indícios de que Milton Leite teria envolvimento com um esquema atribuído ao PCC que atinge dezenas de empresas de transporte público de São Paulo. Detalhes sobre os indícios e sobre as empresas afetadas não foram especificados no comunicado policial divulgado até o momento.
Após a apresentação na delegacia, está previsto que Leite será levado para a cadeia pública de Mogi das Cruzes. Não foram divulgadas informações adicionais sobre o prazo da prisão temporária nem sobre medidas cautelares complementares eventualmente decretadas.
A operação que teve Milton Leite entre os alvos envolveu ações da Polícia Civil e do Ministério Público estadual. Segundo os órgãos responsáveis pela operação, investigações seguem em curso visando identificar toda a extensão do esquema e os demais envolvidos.
O caso segue sob investigação criminal, e o indiciamento ou medidas tomadas até o momento não equivalem a denúncia, julgamento ou condenação.
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