O Peru escolhe seu presidente neste 7 de junho, em disputa acirrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Após primeiro turno com 35 candidatos, o país busca estabilidade para os próximos cinco anos.
No próximo domingo, 7 de junho de 2026, o Peru, com uma população de 34 milhões de habitantes, irá às urnas para eleger seu novo presidente, que governará o país de 2026 a 2031. A disputa se concentra entre a candidata da direita, Keiko Fujimori, e o candidato da esquerda, Roberto Sánchez Palomino.
A eleição ocorre após um primeiro turno tumultuado, que se estendeu por mais de um mês para a apuração dos votos. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, obteve 17,1% dos votos, enquanto Roberto Sánchez ficou com 12,0%, em uma eleição que contou com a participação de 35 candidatos.
O Peru enfrenta uma longa crise política e econômica, com sucessivas destituições de presidentes pelo parlamento. O próximo presidente será o nono a assumir o cargo em uma década, refletindo a instabilidade política que o país tem enfrentado.
Ainda que Keiko tenha terminado o primeiro turno na frente, analistas apontam um cenário incerto para a votação de domingo, considerando que ela foi derrotada nas últimas três eleições presidenciais, em 2011, 2016 e 2021, todas no segundo turno.
Keiko, que herda tanto os votos quanto a rejeição ao legado de seu pai, tem promovido uma política mais próxima dos Estados Unidos, o que pode impactar os investimentos chineses no país, especialmente em relação ao Porto de Chancay, que é um ponto estratégico para a exportação de produtos para a Ásia.
Por outro lado, Roberto Sánchez Palomino, que já foi ministro no governo do ex-presidente Pedro Castillo, defende uma reforma constitucional que visa substituir a atual Carta Magna, herdada do governo Fujimori. Ele também propõe reformas sociais com foco na ampliação dos direitos da população.
“Roberto Sánchez se opõe vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA”, disse Gustavo Menon, professor de Integração da América Latina da USP, ressaltando a relevância da eleição no contexto das relações comerciais entre China e Estados Unidos na América Latina.
Esta eleição é um momento crucial para o futuro político e econômico do Peru, com os eleitores tendo a oportunidade de escolher entre duas visões distintas para o país.

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