O Instituto Sou da Paz lança 'Vote pela Paz' para qualificar o debate eleitoral de 2026. A iniciativa pressiona candidatos a apresentarem metas concretas contra a violência no Brasil.
No dia 9 de junho de 2026, o Instituto Sou da Paz lançou a campanha intitulada “Vote pela Paz” e a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade”. O objetivo principal dessa iniciativa é qualificar o debate eleitoral e pressionar os candidatos a apresentarem planos consistentes, metas e compromissos reais para a redução da violência no país.
A diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, enfatizou a insatisfação da população com promessas vazias e improvisos na área de segurança pública. “A população está cansada de frases de efeito, improviso e promessas simplistas na área da segurança pública. O que as pessoas querem é resultado concreto, proteção no cotidiano e políticas que funcionem de verdade. O período eleitoral é uma oportunidade importante para elevar a qualidade desse debate”, afirmou Carolina.
Apesar de alguns indicadores nacionais apresentarem melhora, como a queda dos homicídios, o Sou da Paz ressalta que o Brasil ainda enfrenta uma grave realidade, com mais de 44 mil mortes violentas anualmente. Além disso, o crime organizado, fraudes, extorsões digitais e a violência contra meninas e mulheres continuam a ser preocupações significativas.
A agenda de propostas do Sou da Paz é estruturada em cinco eixos prioritários: proteção de meninas e mulheres; fortalecimento das polícias; enfrentamento ao crime organizado; redução dos roubos; e retirada de armas ilegais de circulação. As propostas incluem a valorização dos profissionais de segurança, o fortalecimento da investigação criminal, o uso responsável de tecnologia e a integração entre instituições.
Uma pesquisa realizada pelo Sou da Paz revelou que 94% da população brasileira percebe algum nível de violência em suas cidades. Mais da metade dos entrevistados (53%) evita sair à noite e um terço (31%) evita usar o celular em público como forma de autoproteção. Carolina comentou sobre a demanda social por segurança: “A sociedade quer firmeza, mas quer firmeza que funcione. Existe uma maioria favorável a soluções inteligentes, ao uso de tecnologia, à investigação e à profissionalização das polícias. O desafio agora é transformar essa demanda social em compromisso político concreto”.
A pesquisa também mostrou que 82% dos entrevistados consideram que as câmeras corporais protegem os bons policiais e produzem provas contra criminosos. Além disso, 73% acreditam que mais armas significam mais mortes e mais violência, enquanto 65% defendem que não é necessário mais policiais, mas sim uma polícia melhor e mais preparada.
Carolina destacou a importância de ampliar a discussão sobre o crime organizado, que vai além do tráfico de drogas, e mencionou a necessidade de investigar o sistema financeiro para combater a lavagem de dinheiro. De acordo com a agenda eleitoral, o crime organizado movimentou mais de 350 bilhões de reais nos últimos três anos, envolvendo atividades como venda de combustíveis, garimpo ilegal e contrabando.
O Sou da Paz alertou que o crime organizado não apenas atinge os territórios, mas também infiltra-se na administração pública e na política, resultando em violência e desconfiança nas instituições. “Essa presença se reflete num crescimento de 335% de casos de violência política no Brasil nos últimos três anos”, diz a agenda.
Entre as ações propostas, destaca-se o fortalecimento da cooperação entre instituições como Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público, além de cooperações internacionais. O Sou da Paz defende que as operações de incursão territorial devem ser tratadas como exceção, realizadas apenas quando houver condições de segurança adequadas para a população e os policiais.
Siga o Clarim Gospel e receba as notícias do mundo gospel em primeira mão.
