Sete anos após a estreia no festival, o carioca Delacruz voltou à Cidade do Rock em novo papel: fechou o palco Supernova neste sábado. Aos 28 anos e pai de dois, diz enfrentar a carreira com mais segurança.
Sete anos depois de sua estreia no festival, Delacruz voltou à Cidade do Rock em posição diferente na programação. Em 2019, o cantor dividiu o Espaço Favela com MARIA. Neste sábado (12), coube a ele encerrar a programação do palco Supernova, que também recebeu Celo Dut, Yago Oproprio e Milo J.
Antes de subir ao palco, o artista carioca comparou os dois momentos de sua carreira em entrevista. Aos 28 anos, pai de dois filhos e com uma trajetória mais consolidada, Delacruz afirmou que a principal mudança está na segurança com que hoje encara o próprio trabalho.
“Sete anos numa vida artística são quase 20 anos. A sensação que eu tenho é essa”,
Ele lembrou que, em 2019, tudo era muito novo e havia muita euforia em torno do que acontecia em sua carreira.
“Em 2019, tudo era muito novo para mim. A carreira, tudo o que estava acontecendo, era muita euforia.”
Entre as duas apresentações no festival, Delacruz viveu o período da pandemia, lançou novos trabalhos e viu sua música alcançar públicos além do rap, gênero no qual iniciou a carreira. Segundo ele, o tempo de interrupção serviu também para reorganizar prioridades.
“A gente passou por uma pandemia, uma coisa bem diferente, onde eu pude parar para pensar bastante sobre a minha vida, sobre o que eu fazia, sobre o que estava certo e o que estava errado. O ritmo desacelerou.”
No palco Supernova, o show apresentado foi uma versão condensada da turnê de Vinho, álbum lançado em 2024 e responsável por uma das fases de maior alcance da carreira do músico. A apresentação habitual do projeto tem cerca de uma hora e meia; no Rock in Rio, o repertório foi reduzido para 50 minutos.
Para ajustar o tempo, a equipe de Delacruz privilegiou as canções de maior reconhecimento entre o público, mantendo músicas que ele considera hits e incluindo faixas que mostram o nível de musicalidade adequado ao festival. O artista informou que a redução do tempo não alterou o conceito do espetáculo.
“É um show um pouco mais curto, mas com a mesma pegada, com a mesma dinâmica.”
Sobre a evolução do repertório, Delacruz afirmou que passou a considerar menos útil enquadrar seu trabalho em um único gênero. Ele apontou samba, rap, R&B, soul, pagode e funk como referências que passaram a conviver em sua música.
“Delacruz é música urbana. É neo soul, é R&B brasileiro, é rap brasileiro, pagode, funk. A música urbana é isso. Acho que é isso.”
A apresentação no festival reforçou a trajetória do artista, que mostrou adaptação do formato de sua turnê para um tempo menor sem abandonar a identidade musical construída nos anos recentes.
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