O dólar apresentou uma leve alta em relação ao real, fechando a R$ 5,111, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos, registrando uma queda de 0,06% e fechando aos 173.714,08 pontos. O mercado financeiro foi impactado por uma escalada nas tensões no Oriente Médio e pelo pessimismo em relação a empresas de inteligência artificial, que influenciaram as negociações em todo o mundo.
A valorização do petróleo, que subiu quase 5%, ajudou a amenizar as perdas da moeda brasileira e beneficiou as ações da Petrobras. Contudo, isso não foi suficiente para impedir a queda no índice da bolsa brasileira. Os principais números do dia foram: dólar à vista com alta de 0,24%, Ibovespa em leve queda, petróleo Brent a US$ 88,10 o barril e petróleo WTI a US$ 82,49 o barril.
O câmbio acompanhou a valorização da moeda norte-americana, que se fortaleceu diante das divisas de países emergentes em um ambiente de aversão ao risco. A intensificação do conflito entre os Estados Unidos e o Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda dos EUA. O dólar atingiu a máxima de R$ 5,133, mas perdeu força ao longo da tarde, encerrando o dia em R$ 5,111, com um aumento de R$ 0,24%. Na semana, a variação foi praticamente nula, com o dólar caindo 1% em julho e acumulando uma desvalorização de 6,88% em 2026.
Apesar do cenário desfavorável, o real teve um desempenho melhor que outras moedas emergentes. O aumento das cotações do petróleo trouxe uma perspectiva positiva para os termos de troca do Brasil, que é um importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão sobre o câmbio. O impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ficou em segundo plano para os investidores.
No mercado de ações, o Ibovespa apresentou sua primeira perda semanal em um mês. Embora tenha operado em alta em algumas partes do pregão, o índice perdeu força com o avanço dos juros futuros e as ações do setor de consumo lideraram as perdas. O desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, ajudou a limitar as perdas do índice. Por outro lado, ações de bancos e empresas dos setores de varejo, construção civil e educação tiveram quedas significativas.
Além das tensões geopolíticas, os investidores também monitoraram a desaceleração da atividade econômica brasileira, conforme medida pelo IBC-Br de maio, e os efeitos do aumento das tarifas dos Estados Unidos. No cenário internacional, a queda nas ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial pressionou os mercados globais, reforçando a migração para ativos de menor risco.
A alta nos contratos internacionais de petróleo foi impulsionada pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, aumentando as preocupações sobre possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. O barril do tipo Brent avançou 4,59%, enquanto o barril WTI subiu 4,48%, acumulando uma valorização próxima de 16% na semana, refletindo o receio de novos choques de oferta e a pressão sobre os preços da energia, o que pode impactar a inflação global e as expectativas para a política monetária das principais economias.
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