Estudantes da USP encerraram uma longa paralisação de quase dois meses. A decisão, tomada em assembleia, reflete o diálogo possível mesmo em meio a tensões e legítimas reivindicações por dignidade estudantil.
Na noite de segunda-feira, 8 de junho de 2026, os alunos da Universidade de São Paulo (USP), representados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), anunciaram o término de uma greve que durou quase dois meses. A decisão foi tomada em uma assembleia onde 323 votos foram a favor do fim da paralisação, enquanto 255 votos optaram pela continuidade do movimento.
A greve foi motivada por reivindicações relacionadas a melhores condições de alimentação, moradia e aumento das bolsas estudantis. Os estudantes expressaram suas preocupações por meio de protestos e reuniões com a reitoria da universidade, buscando um diálogo para atender suas demandas.
Com a decisão de encerrar a greve, os cursos poderão decidir de forma independente se mantêm ou não a paralisação, permitindo que cada unidade avalie suas necessidades e prioridades.
Entretanto, na mesma noite, um incidente ocorreu na USP envolvendo um grupo de seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, que foram detidos após invadir o prédio da Administração Central. A Polícia Militar foi acionada e relatou que os jovens bloquearam o acesso ao edifício com barricadas, resultando em um confronto que deixou três seguranças feridos.
O DCE da USP informou que não tem relação com a invasão. Em um manifesto publicado nas redes sociais, o grupo de alunos que invadiu o prédio se declarou independente e se posicionou contra o fim da greve.
Os jovens foram levados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde foram ouvidos e liberados. O incidente foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público, destacando a tensão que ainda existe no ambiente universitário em relação a questões de direitos estudantis.
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