Um EP liderado por cinco cantoras reimagina composições de Arlindo Cruz, com produção de Liminha. Lançado na sexta (25), reúne releituras que preservam a essência e renovam o repertório do sambista.
O sambista Arlindo Cruz (1958-2025) foi celebrado em um EP que reúne cinco cantoras regravando composições de sua autoria. O projeto, idealizado pelo produtor Liminha, ficou disponível na íntegra na sexta-feira (25) e apresenta releituras que transitam entre diferentes timbres e abordagens do repertório do artista.
O EP reúne interpretações de nomes da música popular brasileira que aportam novas cores a canções já conhecidas do público. A proposta é trazer a obra de Arlindo Cruz para vozes femininas, oferecendo versões que preservam a essência das composições e, ao mesmo tempo, apresentam arranjos e interpretações contemporâneas.
Entre as faixas, houve atenção especial para a última canção liberada nas plataformas, preservando a ordem de chegada do material disponibilizado ao público. A seleção foi organizada para valorizar diferentes fases da trajetória do compositor.
Faixas do EP
- Meu lugar — interpretada por Ivete Sangalo; composição de Arlindo Cruz em parceria com Mauro Diniz.
- Agora viu que perdeu e chora — interpretada por Duda Beat; composição de Arlindo Cruz em parceria com Franco Lattari e Jorge David.
- O bem — interpretada por Luedji Luna; composição de Arlindo Cruz em parceria com Délcio Luiz.
- Será que é amor? — interpretada por Agnes Nunes; composição de Arlindo Cruz em parceria com Babi e Junior Dom.
- O que é o amor — interpretada por Vanessa da Mata; composição de Arlindo Cruz em parceria com Maurição e Fred Camacho. Esta faixa foi a última a chegar às plataformas.
O projeto destaca a influência de Arlindo Cruz no samba contemporâneo. O artista faleceu aos 66 anos no dia 8 de agosto de 2025 e foi reconhecido como parte de uma safra de compositores que ganhou projeção a partir do Fundo de Quintal na transição dos anos 1970 para os 1980, período associado a transformações significativas no gênero.
Ao reunir vozes com trajetórias distintas, o EP propõe uma leitura coletiva da obra de Arlindo Cruz, evidenciando tanto a força melódica das composições quanto a versatilidade das intérpretes escolhidas. O produtor idealizou o formato como forma de tributo e de retomada do diálogo com o repertório do compositor.
O trabalho foi disponibilizado nas plataformas digitais na sexta-feira (25), completando o conjunto de cinco regravações que compõem o tributo.
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