O palco New Dance Order, do Rock in Rio, recebeu o DJ e produtor norte-americano Max Styler como primeira atração da noite nesta segunda-feira (7). O line-up da noite também incluiu o britânico Fatboy Slim e os brasileiros Aline Rocha, Leo Janeiro e Simo Not Simon.
Em entrevista concedida durante sua passagem pelo festival, Max Styler falou sobre a importância de tocar no Brasil e sobre a experiência de dividir a programação com artistas de grande expressão internacional.
“É sempre um prazer vir ao Brasil e tocar. Essa é, acho, minha quarta vez no país, e cada vez fica melhor. O Rock in Rio é um festival gigantesco, eu já tinha ouvido falar dele mesmo estando nos Estados Unidos, então poder vir tocar aqui significa muito. O line-up é super diverso, não só de DJs — o Elton John está tocando, o que é uma loucura. Só de estar num line-up com o Elton John já é surreal. Então é um prazer estar aqui.”
Max Styler construiu carreira na música eletrônica desde jovem. Ele iniciou a trajetória aos 18 anos, quando lançou o single “Badman” pela gravadora Dim Mak, de Steve Aoki, figurando entre os mais jovens produtores da casa em 2014. O músico também relatou que o primeiro contato com a música foi ao aprender a tocar guitarra, instrumento que lhe serviu de porta de entrada para a criação musical.
“Provavelmente não, mas foi minha porta de entrada para aprender a criar e fazer música. É algo que eu gostaria de ter mais tempo para fazer, mas hoje em dia é só correria, fazendo música no laptop. Mas foi minha introdução à música, então…”
Atualmente, Max Styler vive a maior turnê de sua carreira como headliner e acumula reconhecimento na cena eletrônica. São apontamentos sobre sua própria gravadora, a Nu Moda, e posições de destaque em rankings: foi indicado como o produtor mais apoiado na lista Top 101 Producers da 1001Tracklists, subiu para a segunda posição geral entre os artistas mais vendidos da Beatport e alcançou a primeira posição entre artistas de Indie Dance mais vendidos.
Ao comentar seu novo EP, “I Don’t Think I Can Stop”, o artista explicou a relação entre as faixas e suas apresentações ao vivo.
“Basicamente o título foi inspirado nos meus sets, que estão ficando cada vez mais longos, porque hoje tenho a sorte de estar numa posição em que faço shows como headliner e tenho mais liberdade para tocar por mais horas. E virou meio que um tema recorrente: enquanto estou tocando, sempre tem essa sensação de ‘eu não quero que a noite acabe, eu não quero parar’. Achei que isso combinava com o EP — e com seis faixas mais extensas, o nome ‘I Don’t Think I Can Stop’ fechou esse ciclo entre os meus sets, a música que lanço e tudo mais.”
Com mais de uma década de carreira, Max Styler tem se apresentado em festivais de grande porte, incluindo Coachella, Só Track Boa e Lollapalooza Chicago. Sobre conquistas pessoais e profissionais, ele destacou o sentimento por ter tocado em eventos que considera marcos para sua trajetória.
“Essa é uma pergunta bem profunda. Falando de carreira, tenho muito orgulho de ter tocado no Coachella este ano. Para mim, aquele era o meu festival de casa, meu festival dos sonhos, e isso aconteceu esse ano — realmente um sonho realizado. E acho que outro ponto alto é poder viajar para novos países e tocar minha música. Eu nunca imaginei que fosse conseguir vir ao Brasil e tocar aqui, e o fato de isso estar se tornando algo normal agora é uma loucura. É meio que um ciclo sem fim de ‘não acredito que isso está acontecendo’, sempre alcançando novos picos, novas experiências na vida que são momentos de ‘uau’.”
O artista também descreveu a rotina intensa de viagens durante a turnê, exemplificando a sequência de apresentações na América do Sul nos dias anteriores ao show no Rio:
“Toda a minha agenda de viagem até agora tem sido muito corrida, porque estou pulando de um lugar para outro muito rápido. Por exemplo, nessa turnê: cheguei aqui na quinta-feira, toquei em São Paulo na primeira noite, depois fomos para Montevidéu, no Uruguai, toquei lá ontem à noite, e agora estamos aqui no Rio hoje à noite. Então é uma agenda bem corrida, e nem sempre consigo aproveitar tudo que gostaria nas cidades novas. Mas talvez no futuro eu consiga aproveitar um pouco mais.”
Ao final da passagem pelo país, Max Styler prometeu que deve voltar ao Brasil em breve, mantendo o vínculo com o público e a cena de música eletrônica no país.
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