Uma intensa onda de calor assola França e Espanha, com temperaturas acima de 40°C. Três vidas foram ceifadas na França e milhares de escolas suspendem atividades. Autoridades elevaram alertas ao nível máximo.
A Europa está enfrentando uma severa onda de calor, com previsões de temperaturas que devem ultrapassar os 40°C em diversas localidades. Na França, três pessoas perderam suas vidas devido a problemas de saúde relacionados ao calor extremo, e cerca de 2.700 escolas devem fechar ou alterar seus horários. As autoridades emitiram alertas de onda de calor para hoje, 22 de junho.
A previsão indica que em Bordeaux, no sudoeste francês, as temperaturas podem chegar a 42 graus Celsius. A agência meteorológica Meteo France anunciou que 49 regiões administrativas estão sob alerta vermelho em decorrência das altas temperaturas.
“Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair”, afirmou a ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, durante uma entrevista ao canal de TV TF1.
As autoridades locais relataram que três idosos, com idades entre 80 e 95 anos, faleceram no último final de semana em Bordeaux devido a problemas de saúde agravados pela onda de calor.
Na Espanha, a agência meteorológica Aemet emitiu alerta vermelho para o País Basco, onde a temperatura em San Sebastián está prevista para atingir 40°C, valor que representa mais do que o dobro da média histórica para esta data. Curiosamente, a cidade deve registrar temperaturas mais elevadas do que localidades do sul, como Sevilha e Córdoba, que normalmente são mais quentes durante o verão.
“Estamos observando temperaturas entre 5 e 10 graus acima do normal para esta época do ano e, em algumas áreas do norte, até mais de 10 graus acima da média”, explicou Rubén del Campo, porta-voz da Aemet.
O Ministério do Trabalho da Espanha está atento à situação, monitorando se as empresas estão cumprindo as leis que permitem ajustes nas jornadas de trabalho dos funcionários em situações de alerta meteorológico. Além disso, trabalhadores têm direito a até quatro dias de licença remunerada caso não consigam se deslocar ao trabalho devido às condições climáticas adversas.
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