A análise de imagens de satélite da Nasa realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, revelou que cerca de 58,8 mil edifícios na Venezuela foram “provavelmente danificados ou destruídos” em decorrência dos terremotos que atingiram a região recentemente.
O mapa da Nasa, que destaca em vermelho os prédios com 75% de chances de terem sofrido danos, foi elaborado com dados do satélite Sentinel-1, com comparações entre imagens captadas antes e depois dos tremores. A cidade de La Guaira, um dos locais mais afetados, apresenta um alto índice de danos conforme indicado pelas imagens.
“Trata-se de um produto preliminar, elaborado poucos dias após o evento, e que permanece não validado”, afirmaram os pesquisadores, enfatizando a natureza inicial do estudo.
As imagens foram comparadas com um conjunto de dados de referência adquiridos ao longo de 2025. Os pesquisadores utilizaram um método que analisou as mudanças na superfície dos edifícios após os terremotos. Um edifício é considerado danificado quando pelo menos 50% da sua área está situada no mapa de danos por perda de coerência.
As detecções de danos foram mais concentradas nas áreas onde os tremores foram mais intensos, corroborando com o padrão de intensidade do terremoto observado. As regiões centrais da costa e o corredor populoso de Caracas foram as mais impactadas.
Além das estimativas da Nasa, o governo da Venezuela informou que até o dia 28 de junho, 774 edifícios haviam colapsado em várias partes do país, incluindo 189 que foram totalmente derrubados e 585 que sofreram danos parciais.
O governo também anunciou a criação de uma comissão técnica para avaliar as condições da infraestrutura e habitação nas áreas afetadas. Essa comissão será responsável por classificar os riscos das estruturas em um sistema de cores: vermelho para alto risco de desabamento, amarelo para risco médio e verde para estruturas sem riscos.
Os terremotos, que tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, causaram severa destruição em Caracas e outras cidades, resultando em aproximadamente 1,9 mil mortes e 10,5 mil feridos. As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas, aumentando a preocupação com a situação humanitária no país.
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